segunda-feira, 19 de abril de 2021

O Rigor da Palavra

 Miguel de Roque Pina, apresenta- nos neste livro " O Rigor da Palavra " a sua mais recente obra.


terça-feira, 2 de fevereiro de 2021



 

segunda-feira, 2 de novembro de 2020

Libertando-se do domínio e da dependência de cartografias tradicionais do conhecimento, o projeto de publicação do primeiro volume de Estudos de Literatura do Centro de Estudos em Letras (CEL-UÉ), intitulado Paisagens do Ser, cruza fronteiras epistemológicas e práticas de pesquisa. Entende-se neste contexto Paisagens do Ser como as formas narrativa, dramática ou lírica que autores de todos os séculos e nacionalidades, utilizaram para criar personagens e contextos que, de um modo ou de outro representam os indivíduos e as sociedades.

A adoção de abordagens críticas diferentes visa dar visibilidade a trabalhos na área da literatura e da cultura que discutem questões de identidade, de memória, de poder ou de representação, entre outras, em contextos e em tempos sociais e culturais diversos, desde a esfera pública à privada, aos vários lugares e espaços de intimidade ou de exterioridade e de alteridade, dando voz à multiplicidade e heterogeneidade da investigação do CEL-UÉ.

Nesta diversidade das Paisagens do Ser, de que testemunham estes artigos, transparecem duas grandes áreas: as Paisagens exteriores e as Paisagens interiores. A cidade, nas suas mais variadas figurações é, por excelência, a paisagem física, se não a predileta, a que mais inspirou os artistas, sobretudo desde o século XIX.

Fernando Gomes, percorrendo alguns autores ao longo dos séculos, relembra as origens do mito da cidade perversa em oposição à cidade da perfeição, salientando as funções literárias desse confronto assim como a ambivalência do homem perante a sua criação. Londres, nomeadamente os modos como é representada como um lugar de Poder em contextos privados, sociais e políticos, nos dois volumes da autobiografia política de Margaret Thatcher: The Path to Power e The Downing Street Years, é tema do artigo da coautoria de Ana Clara Birrento e Olga Gonçalves. Numa colaboração metodológica entre agendas críticas dos estudos culturais e a análise do discurso, o artigo mapeia a cidade na sua intersecção entre um eixo de subjetividade e a lógica do Poder de Estado. Deslocando-nos para Sul, para as paisagens mediterrânicas, Odete Jubilado desenvolve uma análise comparatista em torno das narrativas breves de Lettres de mon Moulin de Alphonse Daudet e de Gente Singular de Manuel Teixeira Gomes, realçando o modo como estes autores partilham as suas memórias sobre a Provence e o Algarve. A ilha de Malta é, n’O Mistério da Estrada de Sintra, o cenário de uma história de amor e de crime. Ana Luísa Vilela argumenta que, através desta narrativa, Eça de Queirós contribuiu para a formação de uma imagem de Malta, à semelhança da mulher romântica, inquietante, sedutora e imprevisível. As paisagens africanas são o cenário de Onitsha de Le Clézio e Um rio chamado tempo e uma casa chamada terra de Mia Couto. Celina Martins expõe o modo como estas narrativas encenam a viagem iniciática dos protagonistas numa África concebida como espaço de transcendência, um lugar de iniciação e abertura à alteridade.

 

As paisagens interiores influenciadas, quer positiva quer negativamente, pelo ambiente que nos rodeia são fonte inesgotável de criação literária. A tradição satírica instituída por Horácio – produção da sua sátira enquanto caminha pela cidade – é inspiração do enunciador dos poemas de Nicolau Tolentino. Carlos Nogueira procura demonstrar que é através de um riso instável que o eu-poeta-personagem tolentiniano desconstrói os modelos morais e comportamentais de toda a sociedade do seu tempo. Por seu turno, a poesia de Antero de Quental apresenta um jogo cerrado e dialético de imagens e de pensamentos. Destacando a negatividade e as suas imagens mais representativas, António Cândido Franco procura demonstrar que a poesia de Quental é expressão e paisagem duma complexa metafísica que é capaz, porém, de se resolver numa unidade superior de todos os opostos.

Creta é o local geográfico, mas também paisagem íntima, lugar mítico e literário explorado por Jorge de Sena no seu poema “Em Creta, com o Minotauro”. Elisa Nunes Esteves faz uma releitura deste texto, considerado um hino a Creta, salientando os temas da identidade, da relação com a pátria e o exílio idealizado pelo eu lírico. “Ser ou não ser Ofélia eis a questão colocada por Carla Ferreira de Castro que acompanha os versos de Shakespeare com várias aproximações a diferentes momentos artísticos. O seu artigo confronta-nos com uma dupla perspetiva da paisagem, na vertente geográfica - a do riacho que Ofélia escolhe como mortalha - na paisagem psicológica, que corresponde à essência da jovem órfã, incapaz de coexistir com as sucessivas perdas que experiencia

A representação do “eu” e do “outro” na literatura do século XIX é o tema abordado por Ana Cláudia Salgueiro da Silva que propõe uma leitura de dois romances: Uma Família Inglesa de Júlio Dinis e O Primo Basílio de Eça de Queirós que, através de olhares plurais, oferecem uma visão distinta do real com finalidade pedagógica, nomeadamente a consolidação de estruturas fundamentais como o casamento. Os meandros do sentir e da interioridade e a forma como o confronto com a sociedade determina as deambulações efetuadas ao longo da diegese dos protagonistas de Eurico, o presbítero e Ivanhoe, são objeto da leitura comparada de Teresa Mendes que procura perceber os mecanismos narrativos e textuais encontrados por Alexandre Herculano e Walter Scott para construir as suas personagens.

 

Este primeiro volume de Estudos de Literatura do Centro de Estudos em Letras (CEL – UÉ), intitulado Paisagens do Ser, apresenta-se como uma coletânea de artigos de crítica literária que se debruçam sobre obras em modos discursivos diversos – narrativas, textos dramáticos e líricos – que, pela sua multiplicidade, testemunham do vigor e contemporaneidade da representação literária do indivíduo e da sociedade.

O mesmo só pôde ser concretizado graças à inestimável colaboração da Comissão Científica composta por:

Ana Isabel Moniz (Universidade da Madeira)

Antonio Sáez Delgado (Universidade de Évora)

Cristina Robalo Cordeiro (Universidade de Coimbra)

Elisabeth Jay (Oxford Brookes University)

Helena Buescu (Universidade de Lisboa)

Jeanyves Guérin (Université Sorbonne-nouvelle – Paris III)

José Pedro Serra (Universidade de Lisboa)

Mário Avelar (Universidade Aberta)

 

 

Fernando Gomes

Ana Clara Birrento

Odete Jubilado

Elisa Nunes Esteves

 

segunda-feira, 26 de outubro de 2020


 Este livro contém as versões consolidadas do Tratado da União Europeia e do Tratado que institui a Comunidade Europeia (agora, "Tratado sobre o Funcionamento da União Europeia"), com as alterações dadas pelo Tratado de Lisboa, assinado em 13 de Dezembro de 2007.

Aqui se incluem também os protocolos e declarações anexas aos Tratados e ainda a Carta dos Direitos Fundamentais, também anexa e ganhando o mesmo valor jurídico dos Tratados.
O leitor deve confrontar os quadros de correspondência anexos para compreender a numeração dos artigos.

Disponível em www.edicoescosmos.pt 
geral@zainaeditores.pt

 Já disponível em geral@zainaportugal.pt - www.edicoescosmos.pt

sexta-feira, 9 de outubro de 2020


 Pedidos a geral@zainaportugal.pt

Autor(es): J.F. David-Ferreira | Tiago Brandão


Edição/reimpressão: 2020
Páginas: 366 + 24 de fotografias
Editor: Edições Cosmos
ISBN: 9789727624201
Idioma: Português


Sinopse

O livro a que estas linhas servem de preâmbulo - em obediência a um convite que muito me honra configura uma dupla homenagem sentida: ao Professor Augusto Pires Celestino da Costa - o Mestre reconhecido -, e ao Professor José Francisco David Ferreira,  "o seu último discípulo".
A pedido da família e dos continuadores da obra de David Ferreira, o Doutor Tiago Brandão encarregou-se - com critério e mestria no ofício - de conferir às redações e fragmentos no espólio recolhidos a forma concatenadamente legível que na publicação presente se saúda: articulando troços incompletos na redacção, procedendo a pertinentes contextualizações antes tão-só em esboço sugeridas, aduzindo uma iluminadora série de textos menos acessíveis de Celestino da Costa, compondo um cuidado aparato crítico de notas, perfis biográficos, e indicações bibliográficas.
Na fidelidade ao prosseguimento de uma exigente tradição (de resto, inaugurada logo pelo seu fundador: Bento de Jesus Caraça), este volume aparece - por razões que não relevarão do fortuito acaso - sob a chancela das "Edições Cosmos". A associação é, a todos os títulos, feliz.

in Prefácio de José Barata-Moura

A ideia e a decisão de escrever este livro veio tardiamente na vida de J. F. David-Ferreira; partiu de um esboço de uma autobiografia do próprio Celestino (o qual havia intitulado "História d'uma Experiência" e a que teve acesso graças à amizade do filho do seu Mestre, Jaime Celestino da Costa), servindo inicialmente de matriz ao estudo biográfico que abraçara nos últimos anos da sua vida. Partiu esta biografia do estudo que David-Ferreira conduziu, pessoalmente, observando os testemunhos dos que com ele trabalharam, discípulos, colegas e familiares, como lendo o muito que o próprio Celestino escreveu e que ficou como marca indelével do seu próprio pensamento.
O saudoso David-Ferreira pretendia, antes de mais, fazer justiça à memória do seu Mestre. Nisso penou, como penam todos os que assumem publicamente boas intenções, num País e num meio fustigado por atitudes mesquinhas, incluindo as capelinhas universitárias, pela própria arbitrariedade de caciques e mandarins, e, claro, de muito boa gente que infelizmente nunca conseguiu se libertar da mentalidade de uma pseudo-aristocracia. E assim se mantinha o triste facto: o sábio lisboeta, A. Celestino da Costa, abundantemente citado pelos historiadores do período, não tem merecido condigna reflexão sobre o seu perfil, e respectivos ideais, dimensões e, sobretudo, quanto ao alcance extraordinário do seu pensamento.

in Prólogo de Tiago Brandão


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quinta-feira, 13 de agosto de 2020

 DESCRIÇÃO

Autor(es): Rita Garrido 
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Edição: 2019
Páginas: 166
Editor: Edições Cosmos
ISBN: 9789727624188
Idioma: Português

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Sinopse

As Minhas Melhores Receitas é um livro de partilhas e afectos e 
refletirá todas as etapas da sua vida. Com muitas páginas para completar 
e com capítulos bem definidos, este livro permitir-lhe-á guardar as suas 
receitas preferidas, as que lhe foram sugeridas, as procuradas ou as 
roubadas do livro da mãe.

Os capítulos foram marcados com uma receita caseira e tipicamente portuguesa. 
Inspire-se com receitas de comida verdadeira, feita por mulheres que cozinharam 
para os seus com amor e às quais associamos os seus nomes.

Deixe-se influenciar… e boas refeições!

 Autor(es): J.F. David-Ferreira | Tiago Brandão

Edição/reimpressão: 2020
Páginas: 366 + 24 de fotografias
Editor: Edições Cosmos
ISBN: 9789727624201
Idioma: Português


Sinopse

O livro a que estas linhas servem de preâmbulo - em obediência a um convite que muito me honra configura uma dupla homenagem sentida: ao Professor Augusto Pires Celestino da Costa - o Mestre reconhecido -, e ao Professor José Francisco David Ferreira,  "o seu último discípulo".
A pedido da família e dos continuadores da obra de David Ferreira, o Doutor Tiago Brandão encarregou-se - com critério e mestria no ofício - de conferir às redações e fragmentos no espólio recolhidos a forma concatenadamente legível que na publicação presente se saúda: articulando troços incompletos na redacção, procedendo a pertinentes contextualizações antes tão-só em esboço sugeridas, aduzindo uma iluminadora série de textos menos acessíveis de Celestino da Costa, compondo um cuidado aparato crítico de notas, perfis biográficos, e indicações bibliográficas.
Na fidelidade ao prosseguimento de uma exigente tradição (de resto, inaugurada logo pelo seu fundador: Bento de Jesus Caraça), este volume aparece - por razões que não relevarão do fortuito acaso - sob a chancela das "Edições Cosmos". A associação é, a todos os títulos, feliz.

in Prefácio de José Barata-Moura

A ideia e a decisão de escrever este livro veio tardiamente na vida de J. F. David-Ferreira; partiu de um esboço de uma autobiografia do próprio Celestino (o qual havia intitulado "História d'uma Experiência" e a que teve acesso graças à amizade do filho do seu Mestre, Jaime Celestino da Costa), servindo inicialmente de matriz ao estudo biográfico que abraçara nos últimos anos da sua vida. Partiu esta biografia do estudo que David-Ferreira conduziu, pessoalmente, observando os testemunhos dos que com ele trabalharam, discípulos, colegas e familiares, como lendo o muito que o próprio Celestino escreveu e que ficou como marca indelével do seu próprio pensamento.
O saudoso David-Ferreira pretendia, antes de mais, fazer justiça à memória do seu Mestre. Nisso penou, como penam todos os que assumem publicamente boas intenções, num País e num meio fustigado por atitudes mesquinhas, incluindo as capelinhas universitárias, pela própria arbitrariedade de caciques e mandarins, e, claro, de muito boa gente que infelizmente nunca conseguiu se libertar da mentalidade de uma pseudo-aristocracia. E assim se mantinha o triste facto: o sábio lisboeta, A. Celestino da Costa, abundantemente citado pelos historiadores do período, não tem merecido condigna reflexão sobre o seu perfil, e respectivos ideais, dimensões e, sobretudo, quanto ao alcance extraordinário do seu pensamento.

in Prólogo de Tiago Brandão

 DESCRIÇÃO

Autor(a): Susana Pitta Soares

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Edição/reimpressão: 2019
Páginas: 135
Editor: Edições Cosmos
ISBN: 9789727624133
Idioma: Português

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Sinopse

Ciente da complexidade do bem jurídico tutelado pelo crime de abuso sexual de menores - a liberdade e autodeterminação sexual alia-se aqui a um outro bem jurídico, o livre desenvolvimento da personalidade do menor na esfera sexual - Susana Pitta Soares coloca ênfase nas dificuldades probatórias do crime. 

São dificuldades que se manifestam, desde logo, na recolha do testemunho das próprias crianças abusadas, devido à sua imaturidade e, em tantos casos, à grande dependência psicológica e afetiva em que se encontram face aos seus abusadores.

terça-feira, 30 de junho de 2020



Autor(es): António Ribeiro Gameiro
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Edição: 2019
Páginas: 161
Editor: Edições Cosmos
ISBN: 9789727624119
Idioma: Português

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Sinopse

Durante mais de mil e quinhentos anos o Direito Romano foi o Direito vivo, com um crescimento e evolução constantes, que regulou a vida humana durante o Império Romano.
Tendo o Latim, ainda hoje, enquanto língua, uma ampla utilização no mundo jurídico, resolvemos estudar um pouco mais as suas principais expressıes, de modo a colmatar uma
necessidade que o mercado académico, científico e literário há· muito identificou.
O nosso desejo é que este nosso esforço responda cabalmente ás necessidades sentidas pelos colegas juristas e pelo público em geral, embora tenhamos consciência plena das limitações de um trabalho desta natureza.

terça-feira, 28 de janeiro de 2020



A UTOPIA E A CRÍTICA
Coordenação editorial de Lourdes Câncio Martins.
Novo livro com a chancela das Edições Cosmos.
" Movidas por fluxos de pessoas e de culturas, as sociedades contemporâneas levantam o estatuto da identidade, da cidadania, da solidariedade e da tolerância...
...a tolerância não pode ser um uma mera reflexão filosófica de ver e entender o Outro...
...a tolerância vai além da simples prática mental e não pode correr o risco de ficar esvaziada de sentido. "
Na Utopia há sempre o campo do possível.
Se há imaginação para tal, haverá também campo para o respeito que se quer individual e que salvaguarda a identidade.

terça-feira, 23 de outubro de 2018

NOTA PRÉVIA

A ideia de editar um novo livro, surgiu há cerca de um ano, talvez porque a editora, atenta ao mercado,
constatou que estavam esgotadas as obras anteriormente publicadas.
Dada a procura, faria todo o sentido lançar desta vez uma antologia de Maria Manuel Cid.
Quando fomos contactados, obviamente que de imediato nos oferecemos para, com o maior orgulho,
colaborar na sua concretização. Assim surgiu este livro, “CHAMARAM-ME POETA, QUEM DIRIA”. Dele
fazem parte os três livros já editados, “O MEU NOME É NINGUÉM” (1980), “MINHA TERRA MINHA
GENTE” (1990), “POEMAS” (1999) e ainda alguns inéditos existentes no seu vasto espólio.
Como ELA um dia escreveu:
“Talvez eu parta chorando,
Da Terra que me criou,
Ou então de quando em quando,
Minha alma volte cantando,
Na voz de quem a cantou!...”
Que a sua obra literária A mantenha sempre viva na memória de todos.

Maria do Amparo Cid (2018)

sexta-feira, 27 de abril de 2018

- Lançamento do livro " Férias às Escuras de autoria de Teresa Correia.
- Domingo dia 29 de Abril de 2018 , pelas 14,30 horas.
- Eira do Junco na Vila de Ulme - Chamusca

terça-feira, 17 de abril de 2018

As Edições Cosmos apresentam o seu novo livro da "Colecção COSMOS DIREITO " de autoria do Dr. Vivaz Bandeira e com prefácio do Prof. Doutor António Gameiro .
www.ediçoescosmos.pt
Há muitos livros e prefácios que nos passam despercebidos. Este livro merece ser lido, estudado e ensinado!
Com o propósito de o leitor poder rapidamente fazer uma ideia do conteúdo deste livro, diremos que ele se divide rigorosamente em duas partes complementares: o quadro dogmático das garantias administrativas do povo angolano em geral e ao Provedor de Justiça e o enquadramento, funções e mecanismos de recurso à figura do Provedor de Justiça, para efetivar os seus direitos face à atividade da Administração do Estado.
Esta obra merece ser lida, pois dogmaticamente muitíssimo bem sustentada, não abdica de um profundo rigor cientifico, de um amplo e alargado campo de analise social e de uma escrupulosa aplicação do regime jurídico-constitucional angolano nascido da Constituição de 2010.
Por outro lado, o tema central desta obra, coloca-se na encruzilhada entre a clarificação em que é que consistem as diversas garantias dos particulares face à Administração Pública, quem tem legitimidade para exercer essas garantias, dos prazos estipulados e quais as possíveis consequências da sua efetivação jurídica e social.
As garantias dos particulares de que se ocupa o Direito Administrativo asseguram os mecanismos de reação e defesa dos particulares e como ensina o Prof. Freitas do Amaral, são "os meios criados pela ordem jurídica com a finalidade de evitar ou a sancionar as violações do direito objetivo, as ofensas dos direitos subjetivos ou dos interesses legítimos dos particulares ou o demérito da ação administrativa por parte da Administração Pública".
Além das garantias politicas, como o direito de resistência, ao direito de petição, combinam com as garantias administrativas petitórias e impugnatórias, verificamos um ampla reflexão jurídica sobre os mecanismos de acesso e de função do Provedor de Justiça angolano. Do direito de representação, ao direito de queixa, ao direito de denuncia e de oposição administrativa, à reclamação como meio direto de impugnação, ao recurso hierárquico, ao recurso hierárquico impróprio e aos recursos tutelares, todos estes mecanismos são tratados com profundidade e rigor.
Contudo, há na verdade um mecanismo de garantia que perpassa todo o texto: o Provedor de Justiça entendido como uma garantia administrativa dos particulares. Efetivamente, o povo angolano tem nele um forte esteio de defesa das suas necessidades garantisticas nos termos da Constituição da República e das leis avulsas da probidade e do procedimento administrativo, entre outras.
Esta Obra é um valor acrescentado no estudo do Direito Administrativo Angolano e na efetivação da Justiça Administrativa Angolana, que sendo ainda jovem, tem dado passos muito consistentes na credibilização das garantias dos seus cidadãos.
in Prefácio do Prof. Doutor António Gameiro

quinta-feira, 26 de outubro de 2017

DEDALUS 20 Revista Portuguesa de Literatura Comparada. " O Regresso das Humanidades " "The Return of the Humanities " Já em www.edicoescosmos.pt Edições Cosmos a sua Editora desde 1937

DEDALUS 20
Revista Portuguesa de Literatura Comparada.
" O Regresso das Humanidades "
"The Return of the Humanities "
Já em www.edicoescosmos.pt
Edições Cosmos a sua Editora desde 1937

quarta-feira, 20 de setembro de 2017

Autor(es): Rui Januário, António Ribeiro Gameiro

Páginas: 916
Editor: Edições Cosmos
ISBN: 9789727624027
Coleção: Cosmos Direito
Idioma: Português

Sinopse
Num mundo caracterizado pela globalização da indiferença, e contrariamente ao que muitos pensam, pela incomunicação, as dimensões biológica, material e divina/espiritual do homem surgem‑nos como elementos fundamentais a qualquer temática relacionada com a política. Os comportamentos tendentes ao bem comum, seja ele social, cultural, económico, espiritual, biológico ou natural e político, não se poderão desprender da condução dos assuntos do Estado e da vida pública em geral. Se ninguém é profeta na sua Terra, a verdade é que urge, no mundo contemporâneo, privilegiar a liberdade, a verdade, a justiça e o amor, num espírito de missionação e evangelização do bem comum, e das virtudes humanas aplicadas à política, através das suas dimensões estática e dinâmica
Deste modo, analisar a matéria que nos propomos, exige, desde logo, que retenhamos alguns conceitos essenciais, tais como, o de autoridade, legitimidade, poder, estratégia, política, forças, persuasão, coisa pública, povo, soberania, Estado, território, grupo, sociedade, governar, Constituição, ciência política, sociedade global, ideologia, sistema político, regime político, fenómeno e facto político, direito constitucional, sociedade global, grupos de interesses e grupos de pressão, entre outros. 
Assim, o conceito de autoridade consiste na perspectiva do Poder — potestas, puissance, potere (latim vulgar), herrschaft —, da consciencialização daqueles que comandam, ou seja, aquilo que propicia a direcção com obediência espontânea. A legitimidade, por seu turno, traduz‑se na pespectiva do Poder, partindo do pólo daqueles que obedecem, aquilo que permite e suscita o consentimento. A relação entre poder e coerção, consiste, como tal, na possibilidade de levar alguém a fazer alguma coisa, contra a respectiva vontade, isto é, impor algo a terceiro, que este não pretendesse espontaneamente.

quarta-feira, 5 de julho de 2017


Pedidos para www.edicoescosmos.pt

quarta-feira, 19 de abril de 2017


É já no próximo dia 5 de Maio que o " Dicionário do nosso falar " de Joaquim do Nascimento, vê a luz do dia com a chancela das Edições Cosmos.

A obra de Raul Brandão
e as Edições Cosmos.
Comemorando-se os 150 anos do nascimento de Raul Brandão (1867-1930) e o centenário da 1ª edição de Húmus, as Edições Cosmos e o autor o Profº Doutor Vitor Viçoso, reeditam o livro " A máscara e o sonho - Vozes, Imagens e símbolos na ficção de Raúl Brandão " um estudo amplo em que a obra de Raúl Brandão se salienta nos clássicos Portugueses.
Em breve nas livrarias e também em www.edicoescosmos.pt

sexta-feira, 10 de março de 2017

Belmiro Moita da Costa é licenciado em Finanças pela Universidade Técnica de Lisboa.
Foi docente nas áreas de Contabilidade de Gestão, Gestão Financeira, Finanças Públicas e Fiscalidade na Faculdade de Economia da Universidade de Coimbra.
 Exerceu consultoria financeira e funções de chefia no Centro de Estudos e Formação Autárquica. Foi ainda Presidente da Câmara e da Assembleia Municipal de Condeixa-a-Nova.
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Ana Manaia  é licenciada e mestre em Engenharia de Materiais pela Universidade de Coimbra e aluna de doutoramento em Engenharia Mecânica na Universidade de Coimbra.
Com formação específica ao nível de gestão técnica/financeira de projetos de investigação, Ana Manaia é coordenadora do Gabinete de Investigação e Desenvolvimento no Laboratório de Materiais do Instituto Pedro Nunes, funções que desempenha desde 2003. É ainda Investigadora do Centro de Engenharia Mecânica da Universidade de Coimbra.
Com uma forte ligação à indústria, promove projetos de IDT em parceria com empresas e entidades do Sistema Científico e Tecnológico, a nível nacional e internacional.
Desde 2012 que faz parte da lista de consultores independentes para avaliação de projetos de IDT Europeus na Executive Agency for Small and Medium-sized Enterprises da Comissão Europeia.
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“A análise económico-financeira refere-se à avaliação ou estudo da viabilidade, estabilidade e capacidade de lucro de um negócio ou projeto de investimento. Engloba um conjunto de instrumentos e métodos que permitem realizar diagnósticos sobre a situação financeira de uma entidade, assim como prognósticos sobre o seu desempenho futuro”
“Com uma vasta experiência na área da formação e avaliação de projetos de investimento, os autores deste livro sabem bem o quanto as ferramentas de estudo das matérias da análise económico-financeira são importantes”
“(…) o livro agora apresentado constitui um elemento que por certo ajudará a uma melhor apreensão das questões, sempre abrangentes e complexas, da análise económico-financeira de uma organização, empresa, ou projeto de investimento.”
In Prefácio

domingo, 26 de fevereiro de 2017

Já nas bancas ou pedidos para; geral@edicoescosmos.pt

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2017

Convite

sexta-feira, 25 de novembro de 2016

O presente volume é o resultado de uma concreta colaboração com o Centro de Estudos Comparatistas e em especial com o projecto de investigação CILM.
Pedidos deste número 19 da Colecção DEDALUS para;
www.edicoescosmos.pt a sua livraria online.

sexta-feira, 21 de outubro de 2016

(…) Este livro tecido a muitas mãos, tanto por coletores como por narradores, revelou-se uma obra singular de malha intrincada conjugando o saber contar a partir de uma estória, o saber cantar a partir de canções tradicionais e o saber tecer a partir de retalhos entretecidos numa manta. (…) Agradeço este convívio caloroso da linguagem oral tecida pelo tradicional e pelo autoral, nas mais iluminadas melodias de cada ancião. (…) in prefácio, Joaninha Duarte

sexta-feira, 7 de outubro de 2016


Saiba tudo sobre o Folclore
- Conceitos e Princípios
- Estratégia Individual e Colectiva
- A matéria patrimonial
- Atitude e comportamento...
- A idoneidade social do Folclore
- Vestir e enfeitar
- Solidó
- Detalhes na Identidade
- Artes e espectáculos
- Economia associativa


terça-feira, 14 de junho de 2016

Impresso pela primeira vez em 1847, APULEIO é agora editado pelas Edições Cosmos
com uma introdução e notas de Cipriano de Oliveira.
É um estudo do pensamento do homem através dos tempos.

                                                   Pedidos para geral@edicoescosmos.pt

terça-feira, 3 de maio de 2016

segunda-feira, 28 de março de 2016

terça-feira, 22 de março de 2016

Livraria Cosmos

Em breve estará on-line



terça-feira, 15 de março de 2016




Adriano Silvestre Pontes Cidade tem mais memórias que futuro.
Professor na pacata Santarém, outrora rainha do Tejo e hoje capital empobrecida pela crise e pela longa incúria dos homens, vive dias sombrios em pleno Verão de 2013.
Setembro traz de novo os estudantes, a cidade acorda da modorra estival e revela a Adriano duas mulheres luminosas: Beatriz, professora de Matemática — uma incógnita num corpo de formas perfeitas —, determinada a mostrar que o binómio de Newton pode ser tão belo como a Vénus de Milo e a ardente e generosa Diana, ilhoa de S. Miguel, inspectora da Polícia Judiciária a braços com a investigação de diversos crimes de índole sexual na região.
ANTES DO CREPÚSCULO é um peculiar romance com alguma teoria económica pelo meio, num país à beira da bancarrota. 
Por ele perpassam também acontecimentos mais longínquos e memórias dos pardacentos anos 50, das transformações sociais dos anos 60, da vulcânica década de 1970 em Lisboa — lutas estudantis, o 25 de Abril, as paixões exacerbadas, as desilusões políticas... 
Com o dealbar de um novo milénio no horizonte e Portugal no auge da ilusão de prosperidade, quase quinhentos anos depois de Cabral, Adriano “redescobre” o Brasil, terra quente, sensual, e por vezes absurda, que se habituará a amar como segunda pátria e aonde haveria de voltar algumas vezes.
Muitos sonhos esfumaram-se, muitas esperanças foram vãs e vida assemelha-se cada vez mais a um campo de restolho envolto em névoa ao entardecer…

terça-feira, 16 de fevereiro de 2016

  
                                                        Em breve em todas as livrarias !


                                                       Em breve em todas as livrarias !

Hoje quando a discussão sobre a Eutanásia ou a morte assistida,
sobe de tom, é necessário que cada um antes de tomar a decisão
que melhor entender, a faça em condições de plena consciência.
Este livro do Profª Doutor Artur Ramon de Féria, é por certo um instrumento para uma ajuda na sua tomada de decisão.
Livro com a chancela das Edições Cosmos

sexta-feira, 18 de dezembro de 2015



Pedidos  para geral@edicoescosmos.pt

"As Pulseiras de Sofia Águas " de autoria de Joaquim Nascimento, e com a chancela da Zaina Editores, estará em breve em todas as livrarias do país.
Pedidos para geral@edicoescosmos.pt

quinta-feira, 3 de setembro de 2015

quinta-feira, 26 de março de 2015

Edições Cosmos ( 1937 – 2015 ) A Biblioteca Cosmos, criada em 1941 sob a direcção de Bento Jesus Caraça, é um marco da história da cultura em Portugal do século XX. Bento Jesus Caraça procura com a Biblioteca Cosmos promover a divulgação cultural e a formação e das massas populares e estimular entre os jovens um conjunto de interesses que o Estado recusava. Como o próprio refere, o objectivo da colecção é prestar “reais serviços aos seus leitores e, através deles, a uma causa pela qual lutamos há muitos anos: – a criação de uma mentalidade livre e de tonalidade científica entre os cidadãos portugueses.» (CARAÇA, 1947).Ao apresentar a colecção, no momento em que a Biblioteca Cosmos abre as portas, Caraça escreve “…A que vem a Biblioteca Cosmos?”…Quando acabar a tarefa dos homens que descem das nuvens a despejar explosivos, começará outra tarefa – a dos homens que pacientemente, conscientemente, procurarão organizar-se de tal modo que não seja mais possível a obra destruidora daqueles. Então, com o estabelecimento de novas relações e de novas estruturas, o homem achar-se-á no centro da sociedade, numa posição diferente, com outros direitos, outras responsabilidades. É toda uma vida nova a construir dominada por um humanismo novo. Há, em suma, que dar ao homem uma visão optimista de si próprio; o homem desiludido e pessimista é um ser inerte sujeito a todas as renúncias, a todas as derrotas – e derrotas só existem aquelas que se aceitam. Quando acima falamos num humanismo novo, entendemos como um dos seus constituintes essenciais este elemento de valorização – que o homem, sentindo que a cultura é de todos participe, por ela, no conjunto de valores colectivos que há-de levar à criação da Cidade Nova. A Biblioteca Cosmos pretende ser uma pequena pedra desse edifício luminoso que está por construir…” A Biblioteca Cosmos publicou 114 títulos, algumas compostas por mais de um volume, sobre os mais diversos ramos do saber. A colecção era composta por sete secções: 1ª Secção – Ciências e Técnicas; 2ª Secção – Artes e Letras; 3ª Secção – Filosofia e Religiões; 4ª Secção – Povos e Civilizações; 5ª Secção – Biografias; 6ª Secção – Epopeias Humanas; e 7ª Secção – Problemas do Nosso Tempo. Hoje como ontem, a mesma responsabilidade...

quarta-feira, 25 de março de 2015

segunda-feira, 9 de março de 2015

domingo, 11 de janeiro de 2015

Todos os tempos são os tempos certos para as obras sobre geopolítica, sobretudo africana. Todos os tempos são os tempos certos para se falar sobre os problemas das doenças endémicas em África. Mas não há tempo mais certo que o de agora, para se ler, pensar, analisar, discutir e aprofundar as complexas e labirínticas interações e interdependências entre a geopolítica e a medicina. Em África, as medicinas, quando existem, surgem com inúmeras máscaras, nas suas vertentes de medicina clássica ou tradicional, colonial ou neocolonial, maioritariamente importadas pela dependência das ajudas internacionais… Mas em África, por outro lado, existe sobretudo a outra realidade, não das medicinas, mas da falta delas. E essa é a razão de ser desta obra: geopolítica não da saúde, representada pela medicina, mas da doença, representada pela falta dessa medicina. E se a maioria das doenças africanas são também doenças tropicais, partilhadas com outros países e zonas do mundo fora de África, vamos encontrar os índices de morbilidade e mortalidade completamente desequilibrados para o lado do continente africano, sobretudo ao sul do Sahara. As determinantes antropológicas, sociológicas e políticas são, neste caso, um factor primordial deste balanço negativo. A história colonial, os baixos níveis de desenvolvimento, as fracturas entre o urbano e o rural, as estratégias políticas e sociais levaram a um estado permanente, nalguns casos, cíclico, noutros, de ruptura e descontrolo das estruturas ligadas à saúde e à doença, de fácil aproveitamento pelas estruturas do poder. Este é o tempo certo para esta obra da Professora Alexandrina Batalha. O actual surto de doença por vírus ébola é o exemplo máximo dos riscos das doenças endémicas para os países africanos, e pandémicas para as restantes zonas do globo. É o exemplo certo da incapacidade dos países africanos afectados para controlarem uma doença extremamente contagiosa (sobretudo quando associada a padrões culturais e religiosos das populações) e com alta mortalidade. É o exemplo certo da forma de olhar para África por parte dos países do Norte, de cima para baixo, mas, subitamente, com receio. E, nesta doença endémica com risco de se tornar pandémica, as determinantes geopolíticas, muitas vezes subliminares e mascaradas de componentes altruístas, surgem agora límpidas e claras: a ajuda externa para controlar a epidemia não é um movimento humanista, mas uma atitude egoísta e de autoproteção. Controlemos a epidemia, e evitamos os problemas sociais nos nossos próprios países. Geopolítica e endemias africanas no seu mais recente, e perigoso momento.