segunda-feira, 1 de março de 2010

Domingos Lobo vence prémio nacional de teatro Bernardo Santareno 2009


Domingos Lobo foi o vencedor da segunda edição do ”Prémio Nacional de Teatro Bernardo Santareno”, com a peça original “Não deixes que a noite se apague”. A peça passa-se no Ribatejo nos anos 60 e tem como pano de fundo as greves estudantis e conturbadas relações amorosas.
O prémio, no valor de 15 mil euros, vai ser entregue na Grande Gala Bernardo Santareno, que está marcada para o dia 22 de Novembro, na sala de espectáculos do Teatro Sá da Bandeira, em Santarém, e que contará com a presença do vencedor.
O anúncio do vencedor foi feito esta quinta-feira, dia 15, em conferência de imprensa, pelo presidente do Instituto Bernardo Santareno, Vicente Batalha, que disse “que é preciso afirmar o Prémio Nacional deTeatro Bernardo Santareno no panorama nacional, à semelhança do que acontece com outros prémios de teatro”.
O “Prémio Nacional de Teatro Bernardo Santareno” distinguiu com menções honrosas as obras: “Os Filhos de Teresa”, de Sandra Pinheiro ( Oeiras), “A Morte do Soldado”, de Carlos Alberto Machado ( Lajes do Pico/Açores), “Vodka e Cachupa”, de Miguel Real e Filomena Oliveira (Colares/Sintra), “O Sonho de Rosa Damasceno ou Públia Hortênsia, Marinheira Estática”, de Armando Nascimento Rosa ( Évora) e ainda “Concerto para Dois Violoncelos”, de Isabel Millet (Lisboa).
Além dos 15 mil euros, o prémio contempla ainda a edição em livro do original de Domingos Lobo e a recomendação à organização do prémio para a publicação das obras premiadas dos autores das menções honrosas.
O júri do concurso foi constituído por José Manuel Mendes, escritor, em representação da Associação Portuguesa de Escritores (APE), Norberto Ávila, dramaturgo, em representação da Sociedade Portuguesa de Autores (SPA), Fernanda Lapa, actriz e encenadora, Maria João Cardona, presidente da Escola Superior de Educação de Santarém, e Vicente Batalha, presidente do Instituto Bernardo Santareno.
A segunda edição do prémio contou com 145 trabalhos concorrentes de todo o país, “mais 10 por cento do que na 1ª edição de 2007”, salientou Vicente Batalha, acrescentando que, “o júri se viu confrontado com uma decisão muito difícil, pois existia um lote de trabalhos de rara qualidade, em número superior ao que é usual em prémios congéneres”. Vicente Batalha frisou ainda que a obra que venceu “tem uma excelente viabilidade cénica”.
Domingos Lobo é um nome conhecido da escrita e do teatro. Dirige actualmente o SobreTábuas – Grupo de Teatro de Benavente, para o qual encenou “O Duelo”, de Bernardo Santareno. É também programador cultural na Câmara Municipal de Benavente e coordenador do Prémio Nacional de Poesia Natércia Freire, instituído pela Câmara de Benavente e Companhia das Lezírias.
Domingos Lobo foi este ano distinguido com o “Prémio Literário Cidade de Almada/2009” com a obra inédita “Para Guardar o Fogo”, tem várias obras de ficção, poesia e teatro publicadas. Na ficção, publicou “Os Navios Negreiros Não Sobem o Cuando” (romance – Prémio Literário Cidade de Torres Vedras/1993); “Pés Nus Na Água Fria” (romance); “As Máscaras Sobre o Fogo (romance) ; “As Lágrimas dos Vivos” (contos) e “Território Inimigo” (contos - Edições Cosmos), e na poesia, “Voos de Pássaro Cego” ; “As Mãos Nos Labirintos” ; “Poetas Nossos” (Antologia da Poesia Popular de Benavente ) e “Exaltação do Prazer” ( Antologia da Poesia Portuguesa, Burlesca, Erótica e Satírica do séc. XVIII).
É ainda autor das peças de teatro “Pensa Enquanto Tens Cabeça” ( representada pelo GATO – Teatro Comuna/1975); “Vida e Morte de Um Português Malcomportado” ( representada pelo GATO – Teatro Comuna/1976; “Um Violino na Lama” ( representada pelo Grupo de Acção Teatral de Salvaterra de Magos/1987 e “Cenas de Um Terramoto” (sobre o terramoto de 1909 – a estrear em Novembro, no Cineteatro de Benavente – SobreTábuas). Da sua produção como ensaísta faz parte a obra “Desconstrutor de Neblinas” (Edições Cosmos).

Lançamento no Governo Civil de Santarém
























Isabel Baptista apresenta livro sobre casamento homossexual
A Governadora Civil de Santarém, Sónia Sanfona, foi a anfitriã, da sessão de apresentação do livro “O casamento homossexual e o ordenamento jurídico-constitucional português”, da autoria da Juíza Isabel Baptista, e com edição da Edições Cosmos.
A apresentação teve lugar na tarde de quinta feira, no Salão Nobre do Governo Civil.
O livro foi apresentado pelo Juiz, Rui Rangel, que também escreveu o prefácio.
Na mesa esteve ainda o Juiz Conselheiro, João Fernando Magalhães.

sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

o Casamento Homossexual - Convite

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quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

o casamento homossexual




(...) Antes de discutir no plano jurídico-constitucional, designadamente para saber se a não permissão do casamento é inconstitucional ou não, por violar valores estruturantes da nossa Constituição, importa afirmar, sem hesitações, que existe um problema, que é real, que tem que ser resolvido com dignidade e de forma civilizada. Portugal não pode tratar mal os seus filhos, designadamente os que escolheram de forma livre esta opção de vida, nem de forma desigual. Todos merecem protecção. O Estado não tem o direito de tentar impor às pessoas uma forma de vida, nem deve definir o quadro de afectos e de amor para cada indivíduo. E se o problema existe e veio para ficar precisa de ser resguardado também pela via da lei. Não compreender isto e tentar tapar “o sol com a peneira”, é ofender e magoar os direitos legítimos dos seus filhos.E estes não são filhos de um Deus menor. (...)
in Prefácio de Rui Rangel

quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

RIBATEJO - Terra de Campeões


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Em breve a 2ª. Edição
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Ver os filmes do lançamento da 1ª. Edição
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terça-feira, 26 de janeiro de 2010

LANÇAMENTO DO LIVRO "DON GIOVANNI EM LISBOA" - PALÁCIO GALVEIAS



As Edições Cosmos agradecem a todos que estiveram ontem presentes no Palácio Galveias, para o lançamento do livro "Don Giovanni em Lisboa" de Manuel Dias Duarte. O livro teve apresentação de Domingos Lobo. Quem esteve presente, teve a oportunidade de participar numa agradável tertúlia, na companhia do Prof. Manuel Dias Duarte e de Domingos Lobo.

segunda-feira, 11 de janeiro de 2010

A Formação de Professores



Na docência, como em qualquer outra profissão, a qualidade dos serviços oferecidos depende essencialmente de quem os presta, o mesmo é dizer que existe uma profunda relação entre a qualidade profissional dos professores e a qualidade da educação oferecida aos cidadãos. Já em 1966, numa conferência intergovernamental promovida pela UNESCO, foi enfatizada a necessidade de um maior envolvimento dos países na qualidade dos seus docentes para que a mesma se possa reflectir na qualidade das aprendizagens dos alunos. Desenvolvimento profissional do docente e qualidade do ensino são duas faces da mesma moeda....

quinta-feira, 7 de janeiro de 2010

LANÇAMENTO DO LIVRO "DOM GIOVANNI EM LISBOA" DE MANUEL DIAS DUARTE



No próximo dia 21 de Janeiro de 2010 pelas 19:00h, no Palácio Galveias - Biblioteca Central de Lisboa

quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

OS LIVROS DAS EDIÇÕES COSMOS JÁ ESTÃO À VENDA NO BRASIL


As Edições Cosmos e a Sequência - Representação Editorial, assinaram um acordo de parceria.
Ao estabelecer este acordo, construímos uma ponte entre produção editorial portuguesa e as mais diversificadas livrarias brasileiras, aproximando os dois países no desenvolvimento cultural lusófono e fortalecendo o livro português no mercado Brasileiro.

quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

LANÇAMENTO DO LIVRO "UM AMOR COLONIAL" DE PAULO GRANJO NA LIVRARIA BARATA









As Edições Cosmos agradecem a todos que estiveram na Livraria Barata, para o lançamento do livro "Um Amor Colonial" de Paulo Granjo. O livro teve apresentação do Exmo. Prof. Jorge Vala (Director do Instituto de Ciências Sociais). Quem teve o privilégio de estar presente, teve a oportunidade de passar um final de tarde e início noite muito agradavél, na companhia do Livro "Um Amor Colonial".

LIVRARIA BARATA


A partir de hoje todos os livros das Edições Cosmos, podem ser adquiridos na Livraria Barata - Av. de Roma, n.º11 em Lisboa.

quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

APRESENTAÇÃO DO LIVRO "VIDENTES E CONFIDENTES"













As Edições Cosmos agradecem a todos que estiveram presentes, no passado dia 5 de Dezembro de 2009, na Biblioteca Municipal de Ourém. Quem esteve presente, presenteou numa tarde chuvosa, a um belo "debate" sobre o livro. No qual se debateu, a importância das Aparições de Nossa Senhora de Fátima, para o concelho de Ourém, para a história de Portugal e mundial e também como sendo o maior mobilizador de massas em Portugal. Um belo debate sem duvida.


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segunda-feira, 23 de novembro de 2009

Don Giovanni em Lisboa - um Drama jocoso

"...Ia três meses que cantava como uma profissional e, com o passar dos dias, no seu espírito tudo parecia tornar-se claro. Claro de uma claridade que não prescindia de a assustar. "Sem sombra de pecado", Sílvio era outro mundo que se lhe oferecia de par em par. O mundo do belo canto, dos palcos, das luzes da ribalta. Talvez o de uma família a reconstruir, mesmo que os pedaços fossem desencontrados. Mas Sílvio aceitá-la-ia? Ou iriam continuar cada qual em sua casa, repetindo-se eternamente o mesmo ciclo? Que futuro poderia ter esta nova eleição? Seria verdade que o seu destino não era realizar-se como professora de francês, mas como cantora como sempre sonhara desde a adolescência? Ficar enganada no fim seria o mais certo.
Seria capaz de viver com os dois, com Sílvio no mundo do canto, com Pedro, no mundo de ensino e do dia a dia?..."
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Manuel Dias Duarte, inspira-se na ópera de Mozart para nos descrever o conflito de paixões entre Masetto(Pedro da Fonseca), Zerlina(Sofia Modesto), e Don Giovanni (Sílvio Zivkovic) e o fracasso das suas relações.
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quinta-feira, 19 de novembro de 2009

Maçonaria - passado, presente e futuro



O QUE É A MAÇONARIA?


Define-se como uma associação, ou Ordem, de Tradição Iniciática, filosófica, filantrópica, constituída por homens livres, formando uma Irmandade, que, sob a forma «especulativa» (isto é, dedicada ao estudo das coisas teóricas), prossegue o aperfeiçoamento da Humanidade, através da elevação moral e espiritual dos seus membros.
Defende um conjunto de valores, que não lhe sendo exclusivos, são cultivados pelos seus membros, dos quais sobressaem a Liberdade e a Tolerância e a Igualdade.
-Liberdade absoluta de consciência, não aceitando dogmas, coacção religiosa, sectarismo ou proselitismo;
-liberdade política, combatendo a opressão do Homem sob todas as suas formas, o terror, a miséria e defendendo as liberdades individuais no respeito pela personalidade e honra de cada um, sem regalias injustas;
-Tolerância para com as opiniões de todos, sem prejuízo de combater o erro a ignorância e os vícios.
-Igualdade de todos perante a lei, igualdade de oportunidades económicas e sociais, combatendo a corrupção, todas as formas de descriminarão e enaltecendo o mérito.
Pretende ser, ainda, uma Irmandade ou Fraternidade, porque os seus membros se assumem como irmãos escolhidos, que se vinculam a um dever de ajuda e assistência mútua, solidária e filantrópica, e a resolver os seus litígios segundo os princípios da conciliação e Tolerância.
Adopta uma forma ritualista, ou seja, nos seus trabalhos e reuniões usa um ritual como elemento agregador...
in Cipriano Oliveira
Pedidos para edicoescosmos@gmail.com - Preço 12 euros - enviamos à cobrança
para todo o país

sexta-feira, 13 de novembro de 2009

Apresentação do Livro "Videntes e Confidentes"

O Antropólogo Aurélio Lopes fala sobre o seu livro.
do Livro "Videntes e Confidentes - Um estudo sobres as aparições de Fátima".

O Livro será apresentado pelo o Dr. Ernesto Jana.



Sábado, 5 de Dezembro de 2009, pelas 17:00h, na Biblioteca de Municipal de Ourém

Clicar sobre o convite para ampliar

sábado, 5 de setembro de 2009

...em Berlim um muro...



A partir de Amanhã, disponivel em todas as livrarias do país!


Pedidos para edicoescosmos@gmail.com




...Hans tremia dos pés à cabeça. Enfiado numa cova que havia tornado mais funda, com a ajuda da pequena pá do seu equipamento, esperava, coberto do suor da angústia, a aproximação do inimigo.
Dois metros à sua esquerda, encontrava-se Werner, amigo de infância e colega de liceu e, agora, nesses finais de Abril de 1945, camarada de armas. Também ele se ocultava num buraco; também ele esperava o inimigo.
Os dois rapazes, com pouco de mais de dezassete anos, faziam parte de uma espécie de batalhão, arrebanhado de improviso.
Juntamente com velhos de olhos vazios que mal força tinham para segurar o lança-granadas foguete, Werner, Hans, e outros alunos do liceu local, ocupavam uns buracos abertos à pressa na periferia de Petershagen, uma pequena localidade situada a cerca de 20 quilómetros de Berlim. Era aí, nessa tosca linha defensiva, última barreira de protecção da capital do Reich , que se propunham deter o avanço do Exército Soviético.
Uns dias antes, haviam sido postas nas mãos daquele desconjuntado grupo de velhos e de adolescentes meia dúzia de lança-granadas foguete, umas tantas pistolas-metralhadoras e distribuído um punhado de munições. Depois, o Führer batera-lhes ao de leve no ombro com a mão tremente de senilidade e, mastigando umas palavras, recordara-lhes que a Pátria, a Grande Alemanha, confiava neles para a defenderem.
Era essa, pois, a sua missão. Cumpri-la-iam.
De vez em quando, os dois rapazes trocavam algumas palavras. Cada um deles procurava, desse modo, insuflar no outro a coragem que lhe sentia faltar e, assim, conseguir o auto-domínio necessário para aguentarem a ansiedade que os envolvia.
Já há alguns anos que a guerra fazia parte do seu quotidiano. Mas andara longe. Começara por ser vista apenas nos imponentes desfiles, onde os armamentos mais modernos enchiam de orgulho o peito das multidões apinhadas nos passeios. O aço alemão e a indústria alemã tinham renascido das cinzas a que uns cobardes defetistas pensavam tê-los reduzido.
Mas era sobretudo os soldados, jovens bem constituídos e garbosos, o que mais impressionava os milhares de pessoas que assistiam às paradas. Exemplares perfeitos de um povo que olhava em frente. Com a sua marcha guerreira, ao som de triunfais fanfarras, as pernas bem erguidas encompassando enormes porções do pavimento e fazendo soar com estrépito as botas contra o solo, pareciam uma avalancha humana capaz de levar tudo à sua frente...

sexta-feira, 7 de agosto de 2009

Guia Prático para a Elaboração de Trabalhos Científicos



À venda em todas as livrarias do país

ISBN 972-762-227-5


Preço 8,40 euros

Pedidos edicoescosmos@gmail.com
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Guia Prático para a Elaboração de Trabalhos Científicos

O mais conhecido e utilizado Guia Prático para estudantes, docentes e investigadores das Universidades de língua portuguesa e para outros profissionais que pretendam organizar comunicações, currículos e outros trabalhos científicos.

sábado, 1 de agosto de 2009

Abreviaturas Paleograficas Portuguesas


sábado, 11 de julho de 2009

Territorio Inimigo




O Departamento de Literatura e Estudos Portugueses da Universidade de Aveiro irá considerar o livro Território Inimigo de autoria de Domingos Lobo, como textos obrigatórios na disciplina de Literatura Portuguesa Contemporânea.
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Pedidos para edicoescosmos@gmail.com

quinta-feira, 25 de junho de 2009

A Reforma do Palhaço



John Wolf está de regresso com um livro que vai por certo ser de leitura "obrigatória". O americano mais português de Portugal, apresenta-nos um livro que pretende rumar contra a maré dos mal dispostos tanto colectivos como individuais em estórias " mais que verdadeiras" deste povo à beira mar plantado.
A Reforma do palhaço estimula a imaginação e faz-nos ver que apesar de todos os contra-tempos o relógio das nossas vidas, não pára, não atrasa e não anda mais rápido só porque queremos.
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segunda-feira, 22 de junho de 2009

Jonh Wolf + Rádio Europa

Entrevista de John Wolf
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A propósito do livro Portugal Traduzido, John Wolf tem apresentado o seu pensamento sobre o nosso país num excelente trabalho que já vai na 3ª. edição.

“Duas Crises – 1961 e 1974. Um olhar de um oficial do Exército Português”


Lançamento


“Duas Crises – 1961 e 1974. Um olhar de um oficial do Exército Português”

Coronel Viana de Lemos



O Historiador José Freire Antunes, apresentou o livro “Duas Crises – 1961 e 1974, Um olhar de um oficial do Exército Português” no dia 17 de Junho de 2009 na Livraria Bulhosa Entrecampos.

Perante uma interessada e multifacetada audiência - camaradas do Coronel Viana de Lemos, familiares e amigos, Freire Antunes realçou a importância da obra como sendo um contributo valioso para o conhecimento deste período da História Contemporânea.

O historiador iniciou a sua intervenção caracterizando os antecedentes do ‘golpe Botelho Moniz. Falou detalhadamente de pormenores históricos pouco conhecidos do Estado Novo, de Oliveira Salazar e das lutas de poder entre as várias facções existentes na década de 30-40 em Portugal, inclusive o Partido Fascista Português dirigido por Rolão Preto. Deu especial ênfase ao fecho de Portugal ao mundo (em especial aos Estados Unidos) arquitectado por Salazar.

Freire Antunes caracterizou o grupo do General Botelho Moniz como um conjunto de oficiais que, por via principalmente das suas missões no estrangeiro, tinham uma visão moderna do futuro papel de Portugal no mundo; em especial pretendiam uma maior consonância com a Carta das Nações Unidas, na qual se proclamava o direito à autodeterminação dos povos. O “Golpe Botelho Moniz” nunca pretendeu ser uma revolução armada, mas sim uma tomada de poder que evitasse os 13 anos de guerra colonial. O não sucesso deste golpe foi, para o historiador, uma oportunidade perdida na História Contemporânea. Por um lado, poderia ter evitado um conflito que envolveu 200 mil homens, mais de 8.000 mortos, e dezenas de milhar de mutilados, fazendo de Portugal no final dos anos 60 uma sociedade com uma taxa de militarização só inferior à de Israel. Por outro, o não sucesso do golpe fez com que os seus protagonistas fossem vilipendiados e muitas vezes maltratados pela sociedade, acusados de quererem “vender África aos Americanos”.

Como realçou Freire Antunes, as vidas destes homens e suas famílias ficaram indelevelmente marcadas negativamente por estes acontecimentos. A reedição deste livro constitui uma pequena homenagem a todos os envolvidos e pode ser um começo da reposição da verdade sobre um grupo de oficiais que se guiaram acima de tudo pelo seu patriotismo e o desejo de bem servir a sua Pátria.
ISBN 978-972-762-322-8
Preço 17,50 euros
160 páginas
Formato 16x23 cm.
56 fotos de época
Em breve em todas as livrarias

quinta-feira, 18 de junho de 2009

Um Amor Colonial


Em breve em todas as livrarias

sábado, 13 de junho de 2009

Mulher desaparecida a sul - Modesto Navarro












Apresentação do Livro Mulher desaparecida a Sul de
autoria do escritor Modesto Navarro, nas Caldas da Rainha.
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Perante uma plateia atenta que prolongou a sessão para além do que estava previsto, pedindo ao autor a sua opinião a propósito do papel da mulher na sociedade actual, não esquecendo o papel matriarcal ao longo do período do Estado Novo.
O autor no seu já conhecido à vontade, foi desfilando estórias, que frisava serem verdadeiras, o que prendeu a assistência, num palavra-puxa-palavra de mais de duas horas e meia.

sábado, 30 de maio de 2009

bulhosa books & living

Lançamento
Quarta-feira 17 de Junho às 18,30 horas



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Lançamento "Vila de Rei com Val de Cavalos" - a charneca

Os romanos construíam as cidades e demais lugares de habitação levando sempre em linha de conta uma coisa que se designa por “espírito do lugar”. Isto é: perscrutavam antecipadamente as coordenadas dos ventos e a natureza dos sítios que eram escolhidos criteriosamente. Pode-se dizer que eles construíam com sentido de permanência. Daí terem resistido até hoje tantos caminhos (vias) e serem ainda tão admiráveis as ruínas que existem dos grandes edifícios que eles legaram à posteridade, assim como sítios urbanos (civitas) e rurais (villae). Mais tarde, recuperaram-se essas lições de bem construir para o futuro e para a comodidade e bem-estar dos povos, com o relançamento dos sistemas urbanísticos e infra-estruturas clássicas. Já durante a idade média, por outras razões, a construção privilegiou a vizinhança das vias de comunicação, ou seja, os nossos mais directos antepassados construíam perto dos caminhos e dos rios.
Tendo isso em consideração, verifica-se também que os novos aldeamentos depois da reconquista lançaram os seus alicerces na proximidade das ruínas dos antigos lugares romanos. Tomemos como exemplo Conímbriga, Coimbra e Condeixa. Depois de abandonada Conímbriga vieram erguer-se dum lado e do outro dos seus pontos cardeais a famosa Coimbra e Condeixa disputando-se estas, entre si, a primazia, sobre a antiga povoação romana ou seja: qual delas seria a mais directa herdeira daquele passado glorioso.
É interessante descobrir – depois de o ter investigado – que tudo o que fica dito se encaixa naquilo que pretendi transmitir neste livro. No nosso pequeno caso, que serve de tema ao livro que aqui se apresenta, acha-se, na base, uma situação semelhante, sob este ponto de vista. Sustento nele a tese da diferença entre Trava e Vale de Cavalos, ao mesmo tempo que pretendo deixar, sem fingidas pretensões, a pista para aquilo que não representa qualquer dúvida, para mim, que é a antiguidade romana de Vila de Rei. Tanto Vila de Rei como Trava foram sítios de ocupação romana – qualquer que tenha sido o período em que ela aconteceu – enquanto posso assegurar, sem margem de erro, que Vale de Cavalos nasceu entre as duas sem coincidir, em absoluto, com nenhuma delas.
A reunião que se veio a constituir em Vale de Cavalos, com o passar do tempo, enquanto pólo aglutinador de ambas as designações, acarretando consigo os territórios que lhes são afins, só se veio a verificar por influência eclesiástica, desde que se erigiu nela a igreja paroquial, como sítio de convergência dos “fregueses”, designação popular e antiga para o que chamamos paroquianos. Por outro lado, aproveitando esta realidade, a reforma liberal impôs uma nova rede administrativa ao país que, na maior parte dos casos e depois de muitas discussões, assentou sobre as divisões criadas pelas dioceses naqueles tempos recuados. Foi assim que Vale de Cavalos se ergueu como cabeça de freguesia, congregando nela, tanto os casais da charneca como as quintas ou casais do campo, este sim, chamado da Trava.
Aproveito para dizer que também o campo da Trava foi alvo de criteriosa pesquisa documental e com grande expectativa aguardo que um dia venha a público para completar o que fica escrito em Vila de Rei com Val de Cavalos.
Posto isto, deixo aos leitores interessados as pistas documentais, sugerindo aos que queiram prosseguir com a investigação no futuro – sobretudo arqueológica – que as leiam e as comentem, pretendendo tão-somente favorecer, com isso, o melhor e mais vasto conhecimento e divulgação do património de riba Tejo.
Não quero também deixar de, em breves palavras, homenagear o nome de Pero Esteves do Cazal, um dos primeiros senhores destes domínios que chegou ao nosso conhecimento através da documentação – embora, não, certamente, o primeiro – para com ele celebrar a memória de um homem empreendedor que desbravou as matas e fez a terra produzir os seus frutos, numa época de grande fomento económico e não menos também de cultura e bem-estar social, como assinaladamente garantem, os nossos historiadores. Estou a referir-me aos reinados de D. Afonso III e de D. Dinis, sem esquecer períodos intercalares nos reinados de D. Afonso IV a D. Fernando. Demonstro também que a terra conheceu a reocupação pós-reconquista certamente com o grande rei D. Sancho I e, desse tempo, seriam os primeiros donos cristãos, efectivos, desta terra. As dificuldades que se seguiram nos anos posteriores teriam causado alguma insegurança e provocado a descontinuidade da ocupação. Garantidamente, desde os últimos decénios do século XIII em diante, renasceram estas terras e nasceu a povoação de Vale de Cavalos.
Igualmente, estou convencida pelo que me foi possível averiguar, que Vila de Rei acompanhou desde o seu nascimento, em termos ocupacionais, a Chamusca e Ulme, muito embora quer uma quer outra tenham evoluído, pelas razões que se contam no livro, em sentido mais grandioso, enquanto sedes de poder. Ficamos no percurso a conhecer os nomes daqueles que aqui estabeleceram a senhoria, rivalizando na importância e condição com os dos referidos lugares vizinhos.
- Que importância é que tem isso? Dirá alguém. Pouca ou nenhuma, provavelmente, no entender de alguns. Aceito que se pense assim, visto que para reconhecer o valor do que quer que seja, em primeiro lugar, é preciso tempo para amar o objecto do nosso interesse. Mas também sei que ninguém pode amar o que não conhece. Por isso, seguindo exemplos raros, dispus-me a pesquisar para conhecer e amar melhor esta terra onde nasci e nasceram muitos dos meus antepassados – e dos de muitos dos presentes, se não de todos.
Sem conhecer não é possível amar. E permitam-me que lembre Dante, o grande poeta, precursor de uma nova idade na arte da escrita. Teria Dante escrito a sua “Divina Comédia” se não tivesse conhecido Beatriz?
Adquiridas, felizmente, algumas garantias capitais à boa convivência social é preciso avançar – julgo eu – para o conhecimento mais profundo das coisas da nossa terra (refiro-me ao concelho num todo), passando a advogar com mais insistência a sua conservação, tendo em vista a preservação da sua identidade, feita não apenas de folclore, mas com respeito pela sua idiossincrasia. É nesta que reside a sua alma. Sim, porque como bem sabiam os romanos, as terras e as casas têm espírito e na sua interacção com o das pessoas reside o bem-estar e a alegria das gentes que aí vivem.
A semana da Ascensão enquadra-se neste espírito. A manutenção destas tradições – mais antigas do que o nosso saber – é um legado patrimonial de pais para filhos. A este propósito cabe aqui recordar que a palavra património é da mesma família de pai e de pátria (do latim pater). Ora, quem é que não ama o seu pai ou a sua mãe? Lá diz o ditado popular, transformado em cantiga: Quem dera ter uma mãe / nem que ela fosse uma silva / ainda que ela arranhasse / sempre eu era a sua filha. Por isso, coitados dos que não têm terra ou lembrança dela, berço primordial de cada um de nós.
Depois de terminar este trabalho, senti o mesmo que o grande Camões, sem saber o que fazer com ele, como o grande épico com o imortal Lusíadas – perdoem-me a comparação que não tem nada a ver com a dimensão da obra, mas sim com os sentimentos do coração. Foi, então, depois de alguns passeios à volta do “meu quintal” – como se exprimiu Garrett – que abri a alma desanimada ao querido amigo José Cumbre. É justo dizê-lo pois foi ele que, em boa hora, me recomendou que viesse ter com a “câmara” já que ele acreditava que era o sítio indicado para eu apresentar o que tinha aprendido. De outras pessoas a quem estou agradecida fica o registo no lugar apropriado. Da boa vontade do senhor presidente – cujo acolhimento é muito merecido elogiar da minha parte – ganhei o encorajamento que faltava para avançar para o editor.
Do empenho deste último está à vista a prova: um excelente trabalho de forma, desejando, sinceramente, que o conteúdo lhe corresponda e não desiluda ninguém que o tenha em mãos. Cabe-lhe aqui o meu agradecimento, enquanto autora, pelo resultado final, não devendo deixar de estender o encarecimento ao mérito de Sara Silva, a designer que fez o tratamento do texto e da imagem, com grande profissionalismo. Neste aspecto, como em muitos outros, assiste-se à subida da bitola da qualidade da “província” que não desmerece o que se faz na cidade.
Noutros campos, não menos interessantes, embora eu não habite em permanência na região, quero estar segura, que o concelho há-de aproveitar bem as sinergias – como se diz agora – para não deixar morrer a alma que a tornou famosa.
Regresso ao princípio, acrescentando que fui recebida com a hospitalidade que caracteriza a franqueza ribatejana, mas também devo dizer que foi o amor que me moveu. Sem amor e sem a garra da paixão nada teria feito, visto que, sem mentir, desejei conhecer melhor esta terra, por amor a ela, terra onde vi a luz do dia pela primeira vez e isso fiz, investindo muito de mim, em tempo e em esforço. Fi-lo consciente de que valia a pena, qualquer que fosse ou seja a recepção que venha a ter, pois há coisas que se apreciam melhor com o andar da vida e eu acredito que outros virão e hão-de ficar cativados por este trabalho, por menor que seja como contributo para algo maior – tal como eu fico sempre, quando consulto os livros antigos. E porque um discurso é uma forma de oração, terminarei como quem a faz, expressando o meu muito obrigada e formulando um voto, com o qual sintetizo o que me vai no pensamento: que a prosperidade e a paz sejam com todos aqueles que acreditam que vale a pena!




in Alice Lázaro