Em breve em todas as livrariasdomingo, 19 de abril de 2009
quarta-feira, 8 de abril de 2009
Videntes e Confidentes - Aurélio Lopes


...Em vários países, sobretudo a partir dos finais do século XIX, surgiu a necessidade de pensar a religião e as religiões sob o ponto de vista científico. Assim nasceram as ciências da religião, das religiões e, por fim, a ciência das religiões. Em Portugal, com a ideia de que a religião tinha os dias contados e poucos, não se sentiu necessidade de percorrer os caminhos que várias instituições e universidades estrangeiras seguiram, no campo da investigação do fenómeno religioso. Entretanto, a Universidade Lusófona, em 1998, criou uma área de Ciência das Religiões. Hoje, esta área tem uma Licenciatura, um Mestrado, um Centro de Investigação e publica a Revista Lusófona de Ciência das Religiões, onde lançou o grande debate sobre o ensino religioso na escola.
Durante muito tempo, tentava-se explicar a religião e as religiões pela redução ao não-religioso. Este caminho revelou-se inadequado. Era preciso reconhecer a originalidade e a autonomia relativa do fenómeno religioso nas suas manifestações plurais ao longo da História. Sob este ponto de vista, identifico-me bastante com as posições de Giovanni Filoramo e Carlo Prandi, As ciências das religiões (Paulus, São Paulo, 1999).
4. Por tudo isso, quero destacar a obra de Aurélio Lopes, Videntes e Confidentes. Um estudo sobre as aparições de Fátima. Depois de um período de visão crítica das chamadas revelações que não pertencem ao cânone católico, no âmbito das quais se situa o fenómeno de Fátima, tentei esboçar outro caminho: que revelava Fátima da nossa especial arte de ser católico português? Era um caminho de antropologia simbólica que não tive tempo para aprofundar. Irritava-me tanto a apologia oficial e oficiosa das aparições como as publicações que faziam daquele fenómeno religioso uma “invenção dos padres”. O mais importante não era atendido. E o mais importante seria a resposta à seguinte pergunta: como compreender, como interpretar, o que aconteceu e se desenvolveu em Fátima desde 1917 até hoje?
Aurélio Lopes, conhecendo a importância e os limites das ciências humanas, tentou responder a essa pergunta. Não é a perspectiva de um crente nem de um descrente. É a perspectiva de quem procura estudar, com isenção, um fenómeno mais complexo do que a ignorância e a crendice podem supor. Espero que suscite um amplo debate. A importância que Fátima reveste, sob vários pontos de vista, exige-o e esta obra merece-o.
Frei Bento Domingues, o.p.
terça-feira, 7 de abril de 2009
Lançamento " A Sagração da Primavera"

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A Sagração da Primavera
Terra, ovo da vida, fecundada pela chuva, germinada pelo sol que sobre ela derrama os seus benfazejos e fertilizantes raios. Mãe de todas as criaturas que sobre si se movimentam e alimentam. Desde o começo uma fonte inesgotável de existências, que se revelam em ciclos sucessivos e intermináveis.
Livraria Bertrand

A partir de hoje poderá pedir os nossos livros nas 52 livrarias da Bertrand espalhadas por Portugal e Espanha, ou para http://www.bertrand.pt/
quarta-feira, 25 de março de 2009
Guia Prático para a Elaboração de Trabalhos Científicos

O mais conhecido e utilizado Guia Prático para Estudantes, Docentes e Investigadores das Universidades Portuguesas e para outros profissionais que pretendam organizar comunicações, currículos e outros trabalhos científicos
João Frada (Mira, 1947), licenciado em Medicina (1977) pela Faculdade de Medicina da Universidade de Lisboa, em Ciências Antropológicas e Etnológicas (1981) pelo ICSP da Universidade Técnica de Lisboa e em História (1987) pela Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa. Fez Provas de Aptidão Pedagógica e Capacidade Científica em História da Medicina (1989). Regeu, como Professor Auxiliar Convidado, a cadeira de Sistema Internacional do Curso Superior de Relações Internacionais na Universidade Lusíada (1988-91). Docente Convidado no Seminário de Património Cultural do Curso de Pós-Graduação em História Regional e Local, promovido pela FLL (1991-93). Doutorou-se em Medicina (História da) na FMUL (1998). Exerce clínica e rege, como Professor Auxiliar, a disciplina de História da Medicina na Faculdade de Medicina de Lisboa.
ISBN - 972-762-227-5
Preço 8,40 euros
Pedidos edicoescosmos@gmail.com
terça-feira, 24 de março de 2009
Murmúrios d'Águas

Nota da Autora:
Este livro nasceu da necessidade de ‘cantar’ o Amor – o Amor em todas as suas vertentes. Aquele que nos permite sentir, reflectir e, ao andar por aí, existir. O Amor que nos leva a criar e querer crescer em harmonia com os outros seres humanos, com o mundo.
Palavras como ‘abandono’, ‘verde’, ‘azul’, ‘cúmplice’, ‘fruto’, entre outras, são apenas o espelho de múltiplas possibilidades que, ao senti-las, me facultaram alguma maturação do sentir/sentimento. Nesse seguimento, os poemas ‘engano’, ‘cantata’, ‘sem cor’, ‘estancado’, ‘último’, que nasceram de momentos ‘sem chão’, hoje, traduzem ‘criação’, uma realidade com sonho. Significam ‘Amor’.
Assim, ao escrever esses momentos, pretendi ‘cantar’ o sentir das ‘águas’ que me correm, através de ‘notas musicais’, a que chamei ‘murmúrios’, com vista à criação de algo – de um poema, de uma simples melodia.
Muito obrigada a todos que partilharam/partilham comigo estes momentos.
Sara Coimbra»
Este livro nasceu da necessidade de ‘cantar’ o Amor – o Amor em todas as suas vertentes. Aquele que nos permite sentir, reflectir e, ao andar por aí, existir. O Amor que nos leva a criar e querer crescer em harmonia com os outros seres humanos, com o mundo.
Palavras como ‘abandono’, ‘verde’, ‘azul’, ‘cúmplice’, ‘fruto’, entre outras, são apenas o espelho de múltiplas possibilidades que, ao senti-las, me facultaram alguma maturação do sentir/sentimento. Nesse seguimento, os poemas ‘engano’, ‘cantata’, ‘sem cor’, ‘estancado’, ‘último’, que nasceram de momentos ‘sem chão’, hoje, traduzem ‘criação’, uma realidade com sonho. Significam ‘Amor’.
Assim, ao escrever esses momentos, pretendi ‘cantar’ o sentir das ‘águas’ que me correm, através de ‘notas musicais’, a que chamei ‘murmúrios’, com vista à criação de algo – de um poema, de uma simples melodia.
Muito obrigada a todos que partilharam/partilham comigo estes momentos.
Sara Coimbra»
segunda-feira, 23 de março de 2009
WOOK.PT
quinta-feira, 12 de março de 2009
quarta-feira, 11 de março de 2009
Revoluções, Politica Externas e Politica de Defesa de Portugal

...Nos últimos 200 anos, Portugal conheceu grandes viragens políticas, com a substituição violenta de classes governantes e profundas transformações do sistema político-constitucional: por exemplo, a revolução liberal,(...) a revolução republicana de 5 de Outubro de 1910,(...) a revolução "Nacional" do 28 de Maio de 1926, (...) e a revolução democrática do 25 de Abril de 1974(...). Em que medida e como é que as relações externas do país, a defesa da soberania e integridade territorial e a manutenção da paz e segurança internas foram ou não afectadas por estas mudanças políticas e constitucionais?....
Pedidos para edicoescosmos@gmail.com
terça-feira, 10 de março de 2009
Da Literatura
http://daliteratura.blogspot.com/
LER OS OUTROS
Um livro cada domingo. Domingos Lobo (n. 1946) não é o protótipo do escritor que ande a ser citado a propósito e despropósito. Contudo, é autor de uma obra incontornável sobre a guerra colonial: Os Navios Negreiros não sobem o Cuando (1993), justamente premiada. A bibliografia inclui romance, contos, poesia, teatro e até a edição de uma Antologia de Poesia Portuguesa Erótica, Burlesca e Satírica do Século XVIII. Domingos Lobo acaba de publicar Território Inimigo, colectânea de contos que prolonga algumas das questões suscitadas com As Lágrimas dos Vivos (2005), obra em que o autor reflecte sobre aspectos da modernidade e o território escorregadio das identidades em conflito. Fio condutor, a ideia de liberdade face aos vários modos da hipocrisia dominante.
LER OS OUTROS
Um livro cada domingo. Domingos Lobo (n. 1946) não é o protótipo do escritor que ande a ser citado a propósito e despropósito. Contudo, é autor de uma obra incontornável sobre a guerra colonial: Os Navios Negreiros não sobem o Cuando (1993), justamente premiada. A bibliografia inclui romance, contos, poesia, teatro e até a edição de uma Antologia de Poesia Portuguesa Erótica, Burlesca e Satírica do Século XVIII. Domingos Lobo acaba de publicar Território Inimigo, colectânea de contos que prolonga algumas das questões suscitadas com As Lágrimas dos Vivos (2005), obra em que o autor reflecte sobre aspectos da modernidade e o território escorregadio das identidades em conflito. Fio condutor, a ideia de liberdade face aos vários modos da hipocrisia dominante.
quinta-feira, 5 de março de 2009
Dicionário Prático de Provérbios Portugueses

Dicionário Prático
de Provérbios Portugueses
Na presente colectânea, proporcionamos ao leitor um conjunto de contextos que lhe permitirá formar a sua própria opinião sobre os exemplares registados.
Os provérbios são,no fundo, regras indutivas, cujo valor aumenta com o número de aplicações convincentes.
Por esta razão, apresentamos, para cada texto proverbial incluído no nosso dicionário, empregos prototípicos a partir dos quais o leitor poderá deduzir quer os respectivos significados quer o posicionamento de vários autores relativamente aos mesmos.
Pedidos para edicoescosmos@gmail.com
quarta-feira, 4 de março de 2009
A Entrada de Estrangeirismos na língua Portuguesa
Madalena Teles Dias Teixeira (n.1969) desenvolve a sua actividade profissional no Instituto Politécnico de Santarém, na Escola Superior de Educação. Licenciou-se em Línguas e Literaturas Modernas na Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra (1994) e em Estudos Portugueses, na Faculdade de Ciências Humanas e Sociais da Universidade Católica Portuguesa, onde seguiu a via educacional (2000). É mestre em Educação, no ramo de Supervisão Pedagógica em Ensino do Português, pelo Instituto de Educação e Psicologia da Universidade do Minho, com a dissertação Dos Estrangeirismos à Aula de Língua Materna (2004), e doutora em Linguística, no ramo de Linguística Aplicada, pela Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra, com a dissertação A Entrada de Estrangeirismos na Língua Portuguesa. Contributos Para um Estudo Sociolinguístico (2007). É investigadora no Centro de Estudos Anglísticos da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, integrando o projecto Linguagem, Cultura e Sociedade: Dimensões internacionais, sincrónicas e diacrónicas, no âmbito de um subprojecto intitulado Discursos Pós-Coloniais e a Construção da(s) Identidade(s). É membro da Associação Professores de Português e formadora de formadores. É autora de “A Importância da Aprendizagem da Linguagem Escrita”(2004); “Para uma Pedagogia do Erro” (2004); “Supervisão Pedagógica” (com colaboração com Elisabete Morais) (2004); “La Problemática de los préstamos lexicales en las lenguas” (2006) e organizou mais de uma dezena de encontros científicos. Proferiu dezenas comunicações, quer em Portugal, quer no estrangeiro.
terça-feira, 3 de março de 2009
segunda-feira, 2 de março de 2009
Dois Exércitos

"Dois Exércitos"
Autor: Coronel Viana Dias de Lemos
Autor: Coronel Viana Dias de Lemos
...Embora considere que um estudo em profundidade é necessário, parece-me que estamos ainda demasiado perto dos acontecimentos para tirar conclusões desapaixonadas. Como já o fiz em “Duas Crises”, gostaria apenas de traçar as linhas mestras do que, em opinião pessoal, foram as causas da derrocada. Se as comparações forem cruéis (já fui acusado de escrever demais sobre as dificuldades das nossas Forças Amadas) é por julgar, em plena consciência, que não é escondendo ou camuflando as verdades que se resolvem os problemas nacionais.
Se o fizesse estaria a descrer de Portugal, e se tal fosse o meu estado espírito, não escreveria uma palavra...
. .. tentarei apresentar algumas reflexões, mas sei que as respostas terão que ser dadas sem messianismos nem sebastianismos, pelo conjunto de homens de boa vontade que queiram continuar a ser portugueses...
in prefácio
Se o fizesse estaria a descrer de Portugal, e se tal fosse o meu estado espírito, não escreveria uma palavra...
. .. tentarei apresentar algumas reflexões, mas sei que as respostas terão que ser dadas sem messianismos nem sebastianismos, pelo conjunto de homens de boa vontade que queiram continuar a ser portugueses...
in prefácio
INVESTIGAR E DESCOBRIR

Com o novo livro Investigar e Descobrir,"Actividades para a Educação em Ciência nas primeiras idades" de autoria de Pedro Rocha dos Reis, começamos a nova colecção Ponto e Virgula que resulta da parceria entre as Edições Cosmos e a Escola Superior de Educação Santarém (ESES)
Já em todas as livrarias do país. Pedidos Directos para edicoescosmos@gmail Preço 14 euros
quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009
2º. Prémio de Ensaio Literário Edições Cosmos / Fernando de Mello Moser

As Edições Cosmos dão os parabéns a Andreia Passos de Abreu que com o seu ensaio Gertude Stein e o Cubismo Literário, venceu a 2ª. edição do Prémio de ensaio Literário Edições Cosmos / Fernando de Mello Moser.
...No período que decorreu entre o final do século XIX e início do século XX, transformações radicais fizeram-se sentir em diversas áreas da vida e do saber. Os pintores cubistas, fundadores de uma nova perspectiva sobre o mundo e a realidade, contam-se entre os primeiros a explorar as possibilidades revolucionárias da nova era.
Gertrude Stein encontra-se entre os primeiros escritores de língua inglesa a revelar implicações do movimento cubista na literatura. As suas teorias estéticas e estilo de composição particulares distinguem a sua obra de todas as outras produzidas no mesmo período, conferindo-lhe uma posição proeminente na literatura contemporânea.
Stein é um produto da sua época e na sua obra, onde as afinidades com a pintura modernista são uma constante, quase todos os movimentos intelectuais e artísticos encontram alguma forma de expressão. Juntamente com os seus irmãos Leo e Mike, Stein pode reclamar a ‘descoberta’ de Matisse e Picasso nos primeiros anos do novo século. Estas ‘descobertas’ evoluíram para amizades com os artistas e uma entrada na comunidade artística parisiense.
A abordagem da relação entre a arte pictórica do cubismo e a arte literária do texto experimental de Stein torna-se pertinente se considerarmos a importância da pintura para esta, tendo-se ela tornado uma grande coleccionadora de obras de pintores da sua época e desenvolvido uma estreita colaboração e amizade com Picasso...
Gertrude Stein encontra-se entre os primeiros escritores de língua inglesa a revelar implicações do movimento cubista na literatura. As suas teorias estéticas e estilo de composição particulares distinguem a sua obra de todas as outras produzidas no mesmo período, conferindo-lhe uma posição proeminente na literatura contemporânea.
Stein é um produto da sua época e na sua obra, onde as afinidades com a pintura modernista são uma constante, quase todos os movimentos intelectuais e artísticos encontram alguma forma de expressão. Juntamente com os seus irmãos Leo e Mike, Stein pode reclamar a ‘descoberta’ de Matisse e Picasso nos primeiros anos do novo século. Estas ‘descobertas’ evoluíram para amizades com os artistas e uma entrada na comunidade artística parisiense.
A abordagem da relação entre a arte pictórica do cubismo e a arte literária do texto experimental de Stein torna-se pertinente se considerarmos a importância da pintura para esta, tendo-se ela tornado uma grande coleccionadora de obras de pintores da sua época e desenvolvido uma estreita colaboração e amizade com Picasso...
terça-feira, 17 de fevereiro de 2009
Territorio Inimigo
Domingos Lobo
“TERRITÓRIO INIMIGO”
A liberdade, a liberdade livre baudelairiana e não a liberdade estereotipada, formal que a retórica institucionalizada nos impõe, só se alcança no respeito pelo “outro”, com o “outro”.
Enquanto não conseguirmos enfrentar os nossos mais íntimos temores, os fantasmas ocultos que nos assolam em noites aziagas, não conseguiremos experimentar a plenitude – viveremos uma mentira, um preconceito, o esquivo refúgio face à dureza do real que habitamos. Porque a Liberdade começa na aceitação, no entendimento “do outro” e na ultrapassagem dos nossos próprios medos.
Quando conseguirmos perceber que a diferença (a cor da pele, a religião, a ideologia, a opção sexual) não constituem um “território inimigo” mas um amplo espaço de compreensão, de abertura, de convivência, de estimulante e contínua aprendizagem neste difícil, dialéctico e perigoso exercício de estar vivo, então estaremos aptos a assumir a nossa condição de cidadãos livres.
O novo livro de Domingos Lobo, TERRITÓRIO INIMIGO, coloca-nos nesse espaço-limite das nossas mais extensas perplexidades contemporâneas, no chão de lava de todas as transgressões para que nos possamos interrogar, ver ao espelho, sem temores, por forma a conseguirmos, sem sobressaltos, penetrar nesse outro território do humano que teimamos em ignorar.
Os outros, mesmo estigmatizados por milénios de obscurantismo ultramontano, vivem a nosso lado, convivem connosco, são parte integrante deste planeta que fugazmente habitamos. “A corda do outro”, como escreveu Sérgio Godinho numa belíssima canção, “serve-nos no pé, nos dois pulsos, no pescoço”. A aventura de estar vivo não se compadece com margens e fronteiras.
Domingos Lobo, desbrava esse “oculto” território, numa linguagem ora cáustica, lírica por vezes, ora desassombrada e ductilíssima, por onde o irónico e o sarcástico atravessam os limites de uma fala com imperecível marca identitária (essa escrita no fio de lâmina, entre o riso e o drama, que já conhecemos desde esse canónico OS NAVIOS NEGREIROS NÃO SOBEM O CUANDO) dá-nos a ver, com corajosa lhaneza, o outro lado dos espelhos.
Uma viagem, por vezes excessiva, mordaz, telúrica, com impressiva sagacidade lúcida e lírica, pelo universo das margens, penetrando o fundo, o fosso desse TERRITÓRIO INIMIGO.
A liberdade, a liberdade livre baudelairiana e não a liberdade estereotipada, formal que a retórica institucionalizada nos impõe, só se alcança no respeito pelo “outro”, com o “outro”.
Enquanto não conseguirmos enfrentar os nossos mais íntimos temores, os fantasmas ocultos que nos assolam em noites aziagas, não conseguiremos experimentar a plenitude – viveremos uma mentira, um preconceito, o esquivo refúgio face à dureza do real que habitamos. Porque a Liberdade começa na aceitação, no entendimento “do outro” e na ultrapassagem dos nossos próprios medos.
Quando conseguirmos perceber que a diferença (a cor da pele, a religião, a ideologia, a opção sexual) não constituem um “território inimigo” mas um amplo espaço de compreensão, de abertura, de convivência, de estimulante e contínua aprendizagem neste difícil, dialéctico e perigoso exercício de estar vivo, então estaremos aptos a assumir a nossa condição de cidadãos livres.
O novo livro de Domingos Lobo, TERRITÓRIO INIMIGO, coloca-nos nesse espaço-limite das nossas mais extensas perplexidades contemporâneas, no chão de lava de todas as transgressões para que nos possamos interrogar, ver ao espelho, sem temores, por forma a conseguirmos, sem sobressaltos, penetrar nesse outro território do humano que teimamos em ignorar.
Os outros, mesmo estigmatizados por milénios de obscurantismo ultramontano, vivem a nosso lado, convivem connosco, são parte integrante deste planeta que fugazmente habitamos. “A corda do outro”, como escreveu Sérgio Godinho numa belíssima canção, “serve-nos no pé, nos dois pulsos, no pescoço”. A aventura de estar vivo não se compadece com margens e fronteiras.
Domingos Lobo, desbrava esse “oculto” território, numa linguagem ora cáustica, lírica por vezes, ora desassombrada e ductilíssima, por onde o irónico e o sarcástico atravessam os limites de uma fala com imperecível marca identitária (essa escrita no fio de lâmina, entre o riso e o drama, que já conhecemos desde esse canónico OS NAVIOS NEGREIROS NÃO SOBEM O CUANDO) dá-nos a ver, com corajosa lhaneza, o outro lado dos espelhos.
Uma viagem, por vezes excessiva, mordaz, telúrica, com impressiva sagacidade lúcida e lírica, pelo universo das margens, penetrando o fundo, o fosso desse TERRITÓRIO INIMIGO.
quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009
Apeaa
sábado, 7 de fevereiro de 2009
Colecção Atena nº. 23

Em colaboração com as Edições Cosmos, Atena é a actual série de publicações do Instituto de Defesa Nacional.
Com o objectivo de contribuir para a produção de uma cultura estratégica em Portugal,
o Instituto de Defesa Nacional tem nesta Colecção um espaço de reflexão e debate plural sobre o campo teórico das Relações Internacionais, Estratégia, Segurança e Defesa.
=
Comissão Científica
Abel Cabral Couto, Adriano Moreira, Carlos Gaspar, Maria Carrilho, Manuel Braga da Cruz, Nuno Severiano Teixeira e Pedro Pezarat Correia
=
Com o número 23 da colecção em breve disponível em todas as livrarias, lembramos que todos os anteriores números podem ser pedidos para edicoescosmos@gmail.com que num curto espaço de tempo satisfará todos os pedidos.
segunda-feira, 19 de janeiro de 2009
Jornal o Ribatejo


ESES edita livros científicos
Estão já disponíveis dois livros editados pela Edições Cosmos com a coordenação da Escola Superior de Educação de Santarém e que se inserem em duas colecções científicas sobre práticas e saberes designadas “Ponto e Vírgula” e “Ponto de Interrogação”. Estes dois livros recolhem trabalhos e estudos de docentes da ESES e destinam-se sobretudo a profissionais da área da educação. “Investigar e Descobrir – Actividades para a Educação em Ciência nas Primeiras Idades” é um livro da autoria de Pedro Rocha Reis, coordenador no Núcleo de Ciências Matemáticas e Naturais da ESES e membro do Centro de Investigação em Educação da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa. Outro dos livros, “Aprender e Ensinar no Jardim de Infância e na Escola”, junta textos de vários docentes e especialistas da ESES, coordenados pela presidente da Escola, Maria João Cardona, e pelo vice-presidente, Ramiro Marques, também eles autores de textos neste livro. Aqui escrevem Ana da Silva, Ana Fonseca, António Mesquita Guimarães, Cristina Novo, Dina Rocha e Maria José Pagarete, vice-presidente do Instituto Politécnico de Santarém.
Estão já disponíveis dois livros editados pela Edições Cosmos com a coordenação da Escola Superior de Educação de Santarém e que se inserem em duas colecções científicas sobre práticas e saberes designadas “Ponto e Vírgula” e “Ponto de Interrogação”. Estes dois livros recolhem trabalhos e estudos de docentes da ESES e destinam-se sobretudo a profissionais da área da educação. “Investigar e Descobrir – Actividades para a Educação em Ciência nas Primeiras Idades” é um livro da autoria de Pedro Rocha Reis, coordenador no Núcleo de Ciências Matemáticas e Naturais da ESES e membro do Centro de Investigação em Educação da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa. Outro dos livros, “Aprender e Ensinar no Jardim de Infância e na Escola”, junta textos de vários docentes e especialistas da ESES, coordenados pela presidente da Escola, Maria João Cardona, e pelo vice-presidente, Ramiro Marques, também eles autores de textos neste livro. Aqui escrevem Ana da Silva, Ana Fonseca, António Mesquita Guimarães, Cristina Novo, Dina Rocha e Maria José Pagarete, vice-presidente do Instituto Politécnico de Santarém.
Portugal de perfil
Ao contrário daquilo que determinados portugueses afirmam e muitos mais possam pensar, não é exclusivo seu o dizerem mal de si próprios. Mas está-lhes na massa do sangue, como de alguma forma o procura demonstrar Portugal Traduzido - Abecedário de Reflexões (Zaina Editores), de John Wolf, um americano (verdadeiro?) integrado na cultura local há cerca de vinte anos. Escrito de uma maneira singular - com o timbre de uma espécie de sotaque sintáctico -, e sempre com muita ironia à mistura, ele é identificado pelo autor como um «manual de observação da realidade organizado alfabeticamente», no qual se procurou mapear com leveza e humor «a condição portuguesa» e algumas das suas práticas mais peculiares. Ao mesmo tempo, Wolf procura oferecer algumas soluções que possibilitem a superação de alguns dos atavismos que foi anotando. Refere, por exemplo, que «a excessiva promiscuidade da sociedade das artes e letras conduz a quadros de chantagem intelectual», para logo adiante sugerir a disseminação da prática do brainstorming. Ou brada contra os tradicionais jantares de solidariedade, «imagem confessada das teias da dependência», para depois aconselhar a não-banalização da verdadeira amizade. A brincar ou com um pouco mais de circunspecção, Wolf vai dizendo algumas verdades que talvez valha a pena escutar e que nós próprios quase sempre esquecemos porque as naturalizámos.
Embora num outro formato, também na LER No. 74
Arquivado em: Livros & Leituras, Olhares
Embora num outro formato, também na LER No. 74
Arquivado em: Livros & Leituras, Olhares
Publicado em Sábado, 17/01/2009, por Rui Bebiano
sexta-feira, 16 de janeiro de 2009
quarta-feira, 7 de janeiro de 2009
Hotéis & Viagens

A Revista Hotéis & Viagens de Janeiro de 2009, dá destaque ao livro de John Wolf Portugal Traduzido nesta sua edição.
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"Muito por culpa das suas múltiplas heranças - nascido em Madrid, descendente de alemães, persas, russos e portugueses de goa -, John Wolf apresenta-se como um voyer do mundo, ou melhor, um observador da condição humana. Com esta primeira obra, levanta uma série de questões para que, quem tiver coragem, inicie um debate saudável sobre a condição de ser português e as suas implicações,"
domingo, 28 de dezembro de 2008
segunda-feira, 22 de dezembro de 2008
Em Defesa de Valores
Teresa Soares na Chamusca
terça-feira, 16 de dezembro de 2008
Apresentação 21 de Dezembro - 16 horas - Chamusca

--- Em Defesa de Valores ---
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- Teresa Soares
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- ISBN 978-972-762-324-2
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-Preço 17,50 euros
Pedidos edicoescosmos@gmail.com
sábado, 13 de dezembro de 2008
X Feira do Livro de Samora Correia

Modesto Navarro apresenta o seu livro Mulher desaparecida a Sul , na X feira do livro de Samora Correia, sábado 13 de Dezembro pelas 21 horas, na Biblioteca Odete e Carlos Gaspar.
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Encomendas edicoescosmos@gmail.com
Preço 14,00 euros
sexta-feira, 12 de dezembro de 2008
Chamusca e Chamusquenses

...Divide-se a obra em sete partes que formam um todo orgânico quanto aos informes recolhidos e à doutrina expressa. Quem desejar conhecer algumas efemérides do passado da Chamusca, encontra temas de interesse nos capítulos sobre a História e os Tempos Idos. De igual maneira, na reconstituição dos jornais e folhas de imprensa que saíram na vila e cujo aparecimento Samouco da Fonseca estudou com minúcia do verdadeiro pesquisador.Não faltam ainda no livro os informes sobre a tradição do Teatro Chamusquense e de vários actores que chegaram, no tempo, a obter nomeada. E com o talento de prosador que o caracteriza, pois escreve numa linguagem amena e fluente, vemos também o autor no registo de crónicas e tradições, de danças e cantares, de aspectos ligados à festa brava na vila da Chamusca...
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Sobre o livro e sobre o autor João José Samouco da Fonseca, o Profº. Doutor Veríssimo Serrão, fez um belíssimo prefácio da qual apresentamos aqui um pequeno extracto.
Pedidos edicoescosmos@gmail.com
Preço 17,50 euros
quarta-feira, 10 de dezembro de 2008
Revista DEDALUS nº. 11/12

A Revista DEDALUS nº. 11/12
Já está disponível para aquisição dos interessados
Pedidos para edicoescosmos@gmail.com
Preço 25 euros
sexta-feira, 5 de dezembro de 2008
quarta-feira, 3 de dezembro de 2008
Videntes e Confidentes - Aurélio Lopes
Videntes e Confidentes
Um Estudo sobre as Aparições de Fátima
Os fenómenos que usualmente denominamos “aparições”, revestem-se de vicissitudes sociais e culturais multifacetadas, em que se movimentam diversos actores, tanto videntes e devotos, como responsáveis pelos processos de aceitação e integração mais ou menos canónica.
E se as eventuais etapas secundárias, sempre institucionalizadas, se revestem, já, de uma multivalência doutrinária que as respectivas conjunturas vão acarretando, os testemunhos primários, constituem quase sempre uma emanação directa das personalidades dos videntes, numa conjuntura cultural bem definida.
Poder-se-á dizer-se, assim, que as aparições constituem eclosões epifânicas decorrentes de determinadas condições sociais, assentes em catalisadores culturais específicos e tendo como elemento polarizador a personalidade (não perversa, nem patológica, mas singular no seu psiquismo) do respectivo vidente!
Singularidades na relação dos homens com Deus, constituem momentos marcados pelo excepcional; pelo prodigioso.
Momentos em que a relação normal se mostra insuficiente perante a excepcionalidade ou a gravidade da ocasião. Em que a divindade resolve atalhar os canais normais de comunicação e falar, directamente, com os Homens.
São, muitas vezes, mensagens de aviso e alerta, face a um desvio devocional ou comportamental, ou um institucional religioso que tende para a estagnação e formalização ou, para um domínio, cada vez maior, da letra da lei.
Tais hierofanias radicam em pressupostos vários (tanto estruturais como conjunturais) que na conexão socio-cultural imbricam necessariamente. Os tempos são normalmente de crise social, moral ou política. Os videntes são frequentemente pessoas simples, de formação cultural baixa, emotivos e impressionáveis, levando muitas vezes uma existência dura e boçal, quantas vezes sofrida, sem perspectivas de melhoria.
Para eles o mundo é, ainda, palco de uma luta entre o bem e o mal. Luta perpétua, em que o mal confere, de alguma forma, sentido ao bem, não obstante, dever ser periodicamente vencido (ou, pelo menos, contido) em sucessivos confrontos que antecipam o confronto final e, onde, cada um, é suposto ter um papel a desempenhar.
A aparição proporciona-lhes uma importante ruptura com o quotidiano. Uma importância que os resgata à banalidade prosaica da sua existência e confere, de alguma forma, uma razão de ser, ao seu sofrimento.
Fátima, naturalmente, não foge à regra!
Um Estudo sobre as Aparições de Fátima
Os fenómenos que usualmente denominamos “aparições”, revestem-se de vicissitudes sociais e culturais multifacetadas, em que se movimentam diversos actores, tanto videntes e devotos, como responsáveis pelos processos de aceitação e integração mais ou menos canónica.
E se as eventuais etapas secundárias, sempre institucionalizadas, se revestem, já, de uma multivalência doutrinária que as respectivas conjunturas vão acarretando, os testemunhos primários, constituem quase sempre uma emanação directa das personalidades dos videntes, numa conjuntura cultural bem definida.
Poder-se-á dizer-se, assim, que as aparições constituem eclosões epifânicas decorrentes de determinadas condições sociais, assentes em catalisadores culturais específicos e tendo como elemento polarizador a personalidade (não perversa, nem patológica, mas singular no seu psiquismo) do respectivo vidente!
Singularidades na relação dos homens com Deus, constituem momentos marcados pelo excepcional; pelo prodigioso.
Momentos em que a relação normal se mostra insuficiente perante a excepcionalidade ou a gravidade da ocasião. Em que a divindade resolve atalhar os canais normais de comunicação e falar, directamente, com os Homens.
São, muitas vezes, mensagens de aviso e alerta, face a um desvio devocional ou comportamental, ou um institucional religioso que tende para a estagnação e formalização ou, para um domínio, cada vez maior, da letra da lei.
Tais hierofanias radicam em pressupostos vários (tanto estruturais como conjunturais) que na conexão socio-cultural imbricam necessariamente. Os tempos são normalmente de crise social, moral ou política. Os videntes são frequentemente pessoas simples, de formação cultural baixa, emotivos e impressionáveis, levando muitas vezes uma existência dura e boçal, quantas vezes sofrida, sem perspectivas de melhoria.
Para eles o mundo é, ainda, palco de uma luta entre o bem e o mal. Luta perpétua, em que o mal confere, de alguma forma, sentido ao bem, não obstante, dever ser periodicamente vencido (ou, pelo menos, contido) em sucessivos confrontos que antecipam o confronto final e, onde, cada um, é suposto ter um papel a desempenhar.
A aparição proporciona-lhes uma importante ruptura com o quotidiano. Uma importância que os resgata à banalidade prosaica da sua existência e confere, de alguma forma, uma razão de ser, ao seu sofrimento.
Fátima, naturalmente, não foge à regra!
terça-feira, 2 de dezembro de 2008
Lançamento "Os Peixes do Guadiana"

Aconteceu em Reguengos de Monsaraz, o lançamento do livro "Peixes do Guadiana -Que Futuro?" . Perante o auditório atento e participativo a equipa que participou no levantamento das espécies piscícolas da Bacia Hidrográfica do Rio Guadiana, apresentou de forma acessível o seu livro que é também um guia de peixes imprescindível a todos os pescadores e estudiosos da temática- Peixes do Guadiana -Que Futuro?
- ISBN 978-972-762-29.00
- Preço 25 euros
- Pedidos edicoescosmos@gmail.com
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