sábado, 15 de março de 2008

Vive-se sempre o que se viveu

Francisco Prestes, entra dentro dos labirintos da filosofia, "onde todas as parcelas concorrem para uma soma bem definidora de um tempo da história". É desta forma, que o autor nos apresenta, um livro de rara beleza estética que percorre o mundo com nós que precisam de tempo real para serem desatados.
Olhos críticos ao nascido nas encostas do monte Licabeto, nos arredores de Atenas, aplica no entanto nos vários ensinamentos de vida, vivida, a liberdade do auto conhecimento, quando por palavras desconcertantes acaba por dar um sentido à expressão "Só sei que nada sei".

Brevemente nos escaparates

quarta-feira, 12 de março de 2008

Na Alma do Ribatejo

Em parceria com CASAS DO RIBATEJO as EDIÇÕES COSMOS, apresentam no mês de Abril, um livro de culto Ribatejano, de autoria de Isabel Freire e fotografias de Joseph Marando.

Pedidos para edicoescosmos@iol.pt ou para encomendas@sodilivros.pt

quinta-feira, 6 de março de 2008

Os Dinossauros de Portugal

Em todas as livrarias
a partir do próximo dia 20 de Março de 2008

Pedidos para edicoescosmos@iol.pt ou encomendas@sodilivros.pt

sábado, 23 de fevereiro de 2008

Tratado de Lisboa




O Tratado de Lisboa
1. Mudança de paradigma ou continuidade? A Europa, a história da União Europeia, é um processo, um caminho que se faz caminhando. Não é fácil dizer se o salto da Europa no Tratado de Lisboa foi ou não mais longe do que o salto que deu no Tratado de Roma. O salto e o sobressalto. Porque também não é fácil dizer se o contexto real da vida dos povos europeus era verdadeiramente mais fremente em 1957 do que o é 50 anos depois, em 2007.
As memórias dolorosas da Segunda Guerra que obrigaram os líderes da Europa democrática a sentar-se à mesa, a dar as mãos, a desmontar as formas clássicas da relação entre Estados, a trazer às instituições a moralidade da consciência sobre os outros - tudo isso que levou ao Tratado de Roma em 1957 - tem o seu correspondente, hoje, na emergência dos problemas globais, num mundo de interacções em que os mercados, a tecnologia, a informação, os movimentos migratórios desafiam a sacralidade das fronteiras. O mundo da globalização, clamando por uma justiça global e um direito cosmopolita.
A necessidade de uma partilha política em vista de um projecto de justiça constitui, afinal, a ideia central dos Tratados europeus que vão de Roma a Lisboa. Nesta linha evolutiva a Europa se fundou e refundou. Em Roma, a renúncia à falsa autarcia da soberania clássica e do isolamento, mesmo pelo caminho mais neutro dos acordos sobre o carvão e o aço e pelos postulados mais evidentes de uma comum Democracia. Em Lisboa, o espectro do alargamento, e o aprofundamento de uma integração política que se propõe ultrapassar os laços tíbios da simples cooperação e a ingovernabilidade implicada na permanente negociação entre Estados.
2. O que traz verdadeiramente de novo o Tratado de Lisboa é que nele a Europa se dá um centro político com uma prática institucional cada vez mais radicada na previsibilidade das normas e cada vez mais apta a produzir resultados. As decisões por maioria qualificada no Conselho, em vez das decisões por unanimidade [são ampliadas as decisões por maioria qualificada, significando dupla maioria de 55% dos Estados e 65% da população] dão às iniciativas políticas europeias uma perspectiva de resultado, até aqui, à partida, nunca garantido. Com efeito, esta passagem da unanimidade à maioria permite redimensionar para mais as decisões comuns. A unanimidade conduzia quase sempre a um denominador comum muito estreito, a um resultado mínimo.
3. Ao mesmo tempo, o Parlamento Europeu é chamado à co-decisão em matérias fundamentais da vida da União. A co-decisão envolve a aprovação conjunta do Conselho de Ministros, representando os Governos da União, e do Parlamento Europeu, representando os cidadãos europeus. Uma espécie de federalização do método de decisão, o modo mais conseguido de conjugação da representação (Parlamento) e da "representação da representação" (Governos). A velha estrutura de pilares - o comunitário, o da política externa e o da justiça - a que correspondiam diferentes métodos de decisão e que tornava umas matérias mais europeias do que as outras, quase que desapareceu. As matérias da Justiça, por exemplo, ganham um estatuto europeu que as retira da lógica da pura feudalização no poder soberano dos Estados membros. Muitas decisões legislativas eram espartilhadas numa esquizofrénica divisão de competências por pilares. Exemplo disso é o regime da protecção de dados: a protecção de dados remetia para um procedimento comunitário (Parlamento + Conselho), se entranhasse a regulação do mercado interno, mas já remetia para um procedimento intergovernamental (Conselho), se entranhasse a segurança interna.
O desaparecimento da estrutura escalonada dos pilares induz uma maior coerência sistémica nas instituições e acções da União. Antes, era como se a Europa pretendesse constituir-se em orquestra, mas sem os ritmos consequentes.
4. O Tratado de Lisboa assumiu a integração dos Estados da Europa que é o devir normal da sua fundação no Tratado de Roma. O paradigma está numa perspectiva antropocêntrica das instituições e do poder. Uma perspectiva que as orienta e redesenha segundo o desígnio final da realização da dignidade humana. É o paradigma do constitucionalismo originário, da subordinação do poder à garantia dos direitos. Mas, agora, instalado numa democracia de larga escala e agigantado por uma perspectiva de humanidade que - temos de reconhecer - também a globalização deixa mais ao nosso alcance.
Este sortilégio de uma política antropocêntrica, que dá morte ao mito clássico da soberania de Maquiavel e de Rousseau, é o mesmo que assinalou a Europa como pátria do Iluminismo, território sem fronteiras, exemplo de uma união de povos que é a inevitabilidade em que se cumpre inteiramente o ideal humano das Constituições internas, como Kant já antecipara, muito antes de Roma e de Lisboa, no século XVIII.
5. A União Europeia ganha personalidade jurídica, o binómio União Europeia/Comunidade Europeia dá lugar a uma União Europeia única. A Europa cruza o direito internacional e o direito constitucional no melhor sentido. As competências da União e as competências dos Estados têm agora a sua distribuição explicitada no Tratado, e a clarificação das competências é a garantia da responsabilidade. A Europa é um desafio comum a pedir um trabalho em rede.
O novo papel do Parlamento Europeu como um dos actores principais da legislação europeia "reconcilia-o" com a sua natureza de Parlamento. A legislação europeia ganha em legitimidade e a democracia europeia em qualidade. Para mais, numa lógica de distribuição de papéis, não pode nem deve ver-se o Parlamento Europeu como uma cópia dos Parlamentos nacionais. A cada um o seu significado e a sua função. E cada significado e cada função não têm um valor líquido, confundível. Eles concorrem para a resposta adequada de um sistema político que se tornou complexo em vista de se adaptar a um território também complexo.
6. É verdade que o Tratado de Lisboa, com o reforço do poder do Parlamento Europeu, aproximou, de certo modo, o sistema político europeu da textura institucional do Estado clássico. Mas sem o poder performativo de uma Constituição, sem a consistência de um centro normativo único de imputação de uma espécie de lealdade constitucional. A verdadeira "nostalgia" do Estado, a que politizaria a Europa, com os símbolos da coesão e a formação de um povo europeu ficou, de certo modo, adiada.
7. Mas, por enquanto, já se desvanece a Europa dos Governos, o quase-monopólio legislativo da Europa dos Governos. A "concentração" no Conselho de ministros europeu de um poder de decisão em matéria de direitos, liberdades e garantias, para dar um exemplo, mostrava-se por demais absurda perante a própria lógica da reserva parlamentar das Constituições dos Estados membros. O Conselho de ministros decidia à margem do poder do Parlamento Europeu e, ainda, à margem de um verdadeiro escrutínio dos Parlamentos nacionais. A Europa dos direitos escapava pelos cantos das instituições. O sistema institucional europeu estrutura-se agora sobre a base de uma maior publicidade e de uma maior democraticidade. A lógica da representação directa (Parlamento Europeu e Parlamentos nacionais) ganha um maior equilíbrio com a lógica da representação indirecta (Governos). De caminho, afirma-se o poder de os Parlamentos nacionais travarem o processo de decisão europeu, por um sistema de alerta precoce, ensaiando a eficiência de um network político entre o "centro" e as "periferias".
8. Original ainda este modelo político europeu, na medida em que responde a um território imenso e complexo com uma governação que agora perde as presidências rotativas - e o seu encanto - para fazer coexistir diferentes lideranças numa geometria de singular competição entre os poderes de topo. Um presidente da Comissão, um presidente do Parlamento, mas também um presidente do Conselho europeu e um Alto Representante para os Negócios Estrangeiros. De certo modo, a Europa adquire com as várias lideranças uma personalização do poder que contrasta com a parda burocracia a que nos habitou e que dela, de certo modo, nos distanciou. Paradoxo que ficará para a teoria: o poder personalizado "de todos aborrido" que marcou a pré-modernidade política carrega agora - com as devidas diferenças e noutro enquadramento - a virtude de politizar a Europa abstracta, de trazer ganhos de comunicação às suas estruturas legais tradicionais.
9. E há ainda a Carta dos Direitos Fundamentais, agora vinculativa. A Carta de direitos, recordando a legitimidade fundadora da União e, por isso, constituindo o background e a motivação de todas as suas políticas. A Carta é a celebração de um activismo sem precedentes na luta pelos direitos humanos, esse mesmo que abre as portas da Europa para o mundo. Supremo ideal na política interna e externa da União Europeia, razão de ser que nos faz compreender a Europa muito para além dos limites das suas fronteiras.
A Carta está aí num anexo, que só não obrigou a Inglaterra e a Polónia. Por muito tempo? Sobre a Carta, o Tribunal de Justiça trabalhará a matéria da sua jurisprudência, e a partir da Carta, desenvolverá o seu papel de promotor da coerência do sistema.
10. Também a subsidiariedade - método que distribui as tarefas entre as instituições europeias e as instituições nacionais - é matéria candidata à solução de conflitos pelo Tribunal de Justiça.
O quadro das competências do centro político e dos Estados membros é agora mais claro e os Parlamentos nacionais são chamados a um controlo a priori da subsidiariedade, que, antes, cabia só à Comissão e ao Tribunal. A subsidiariedade é agora uma espécie de "subsidiariedade integrada" em que os Parlamentos nacionais ganham um estatuto de parte, num jogo de interacções com o centro político da União. A Europa é, aliás, cada vez mais uma Europa dos Parlamentos. O papel dos Parlamentos nacionais nesse controlo da subsidiariedade traz ao processo de decisão uma legitimidade acrescida. Não se sabe se também uma diminuição do potencial de conflitos. Uma coisa é certa. O Tribunal tem aqui um papel essencial de composição, próprio de um juiz Hércules. É que a subsidiariedade constitui um método racional de distribuição de competências num trabalho em rede, mas ela vem sendo muitas vezes invocada com a pretensão de um desgaste dos poderes do centro o qual, levado às últimas consequências, seria afinal a erosão da União. O Tribunal de Justiça tem nas suas mãos esta tarefa de definir os limites entre a subsidiariedade como método e a subsidiariedade como ameaça.
11. Com o Tratado de Lisboa a União Europeia ganha uma eficiência a um tempo política e moral. Porque é a capacidade de as instituições produzirem resultados numa comunidade de direito que projectará a ética pública da Europa na sua relação com o mundo. Para mais, quando a globalização se tornou um desafio que é feito não apenas à economia, mas também à justiça. Só uma comunidade assim reforçada é capaz de devolver à política o seu papel de regulação da economia, quer dizer, o seu relativamente perdido poder programante. A Europa é um novo bloco, resposta integrada à força dos mercados e, ao mesmo tempo, marco de uma existência política que torna o mundo mais equilibrado e multipolar. E um mundo equilibrado e multipolar é o mundo dos direitos, a base verdadeira da segurança e da paz, a sua garantia a montante.
12. A transmutação do corpo político da Europa é a concomitante transmutação dos corpos-Estado que a formaram. A ideia de base de um "domínio de si" que a soberania dava ao Estado encontra agora um novo território, uma larga escala, e esse território e essa escala transmudam também o significado da própria soberania. A soberania dos tempos modernos dilui-se, para bem de todos, numa escatologia política que transportou o homem-destinatário para o centro do poder. Frémito e rodopio para uma nova ordem de coisas, uma ordem dinâmica, plural, cosmopolita. A Europa converteu a razão moderna à finalidade essencial do homem que a dita. E esse é o milagre da Europa.
Verdadeiramente, a Europa é a construção mais acabada do ideal constitucional que submete o poder aos direitos. Aliás, a iconoclastia sobre os velhos paradigmas da relação entre o poder e os direitos é a revivescência da discreta sentença contida na declaração do bom povo da Virgínia que assumia o seu desígnio final no direito de cada homem à felicidade. A soberania já não é um conceito adequado para pensar o poder. O poder entretece agora uma história partilhada, é "poder político não soberano", para lembrar as teses de Hannah Arendt.
13. Talvez que a federalização da Europa seja um destino incontornável, uma questão de existência ou mesmo de sobrevivência. Por enquanto, o Tratado representa em relação a esse desígnio o paradoxo de um avanço e de um recuo. Ele é mais do que os Tratado anteriores, mas, ao mesmo tempo, substitui e, assim, por enquanto, trava a ambição maior de uma Europa constitucionalizada. A Constituição promovia a politização do centro político europeu. O Tratado conseguiu-o em menor grau. Ora, há um valor performativo indiscutível num texto constitucional e nas estruturas de lealdade que ele desencadeia!
A "unificação" da economia e as condições demográficas voltarão, mais cedo ou mais tarde, a empurrar-nos para o objectivo de uma integração política mais intensa. E também, não menos importante, uma ética pública europeia que se desenvolve nesta prática de interacção e de partilha. O facto da partilha e o espírito do facto ditarão a regra.
14. Jean Monnet dizia, em Agosto de 1943, que "não haverá paz na Europa se os Estados se reconstituem sobre a base da soberania nacional no que ela implica de ascendente político e protecção económica". O devir da Europa transporta, como é evidente, a energia de um princípio federal de supra-nacionalidade. Um princípio que é muito mais do que a simples cooperação. Um princípio contagiante para formas de organização idênticas à União noutras regiões do mundo. Uma entidade europeia integrada e dotada de personalidade jurídica é muito mais do que uma soma de Estados.
O que há de verdadeiramente singular neste projecto europeu é ele ser um projecto de uma humanidade partilhada numa democracia que se organiza em larga escala. É esta ambição que dará continuidade ao Tratado. Desafio ético que vem de dentro, desafio dos problemas globais a que temos de responder. Desafio de uma visão do mundo que entranha um sonho emancipador da história.
A ambição europeia nasceu há 50 anos, sobre a rejeição da dor e a inquietação da memória, mas as virtualidades do Tratado de Roma trouxeram-nos muito para além dessa cruzada. Geraram um projecto de futuro. A Europa quis-se fazer espaço de valores e não apenas espaço de mercado. Quis-se garantia da dignidade e não apenas garantia da paz. Quis-se união e não apenas cooperação. Quis-se integração e não apenas negociação. E é essa a ambição que marca o seu destino. Implacável. O Tratado de Lisboa tem, verdadeiramente, muitas das sementes e alguns frutos de uma Europa pós-nacional. Sem dúvida, Babel construirá a sua torre.



quarta-feira, 20 de fevereiro de 2008

Corelís - Coro da Relação de Lisboa

Ao Corelís Coro da Relação de Lisboa, e ao seu Maestro, Victor Roque Amaro, as Edições Cosmos, agradecem o maravilhoso momento; Bastião,Bastião - Música da largadada das naus, da saudade e das perplexidades nas margem, do(s) outro(s) lado(s) do mar e a festa do regresso.
O passado dia 19 de Fevereiro ficará para muitos, dos que estiveram presentes no Instituto Camões, para o lançamento do livro "A Idade da Sagesa em Rio Seco" de autoria de Maria do Céu Bouça Gomes, gravado, como um dia em que valeu a pena viver, para esperar pelo encantador espectáculo, oferecido pelo CORELÍS...Obrigado


A Idade da Sageza em Rioseco






Fotos do lançamento do livro A Idade da Sageza em Rioseco, de autoria de Maria do Céu Bouça Gomes. Com mágnifica apresentação do Profº. Doutor Paulo Osório, que apresentou de forma elucidativa o percurso da obra desde o romace Rioseco de Manuel Rui à vivência da autora pelas terras que a obra comtempla.


Também nas palavras do Profº. Mário Avelar, ficou expresso a necessidade da união cultural e linguística, entre os falantes da lingua portuguesa, salientando o grande contributo para tal, da obra agora apresentada pelas Edições Cosmos.

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2008

A Idade da Sageza em Rioseco

Convite
Lançamento a 19 de Fevereiro 2008 às 18 horas - Instituto Camões - Lisboa

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2008

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2008

ESES- Santarém

Assinado o protocolo de edição entre as Edições Cosmos e a Escola Superior de Educação de Santarém, estão já agendadas a saída de dois exemplares, para esta parceria, que promete dar à estampa, obras de qualidade reconhecida, no campo académico.

terça-feira, 12 de fevereiro de 2008

Revoluções, Politica Externas e Politica de Defesa de Portugal

Já no prelo o próximo livro da Colecção Atena que estará nas livrarias no próximo mês de Março. Com a coordenação de João Marques de Almeida e Rui Ramos, é o número 23 desta excelente colecção.

O Tratado de Lisboa - Convite




domingo, 10 de fevereiro de 2008

As Drogas como Alvo



(...) Existem demasiadas ideias feitas, equívocos e enganos, sobretudo no campo político, sobre a verdadeira dimensão da marginalidade no campo das drogas: leis represivas, combate ao circuito produtor-consumidor, desintoxicação,etc.O sector politicamente correcto promove a mentira e esconde os factos (...)


in prefácio

sábado, 9 de fevereiro de 2008

BOLETÍN REDEM


O presente livro tem como objectivo fundamental sensibilizar pais, educadores e professores para a importância da leitura na formação da identidade das crianças, na activação do seu desenvolvimento psicossocial e simultâneamente na criação de hábitos de leitura. Assim nos diz a autora, Elsa Martins

BOLETÍN REDEM
Boletín Quincenal desarrollado por REDEM .

EKPHRASIS - O poeta no atelier do artista

... Ekphrasis - O poeta no atelier do artista desvenda a hospitalidade do poema face a discursos e/ou estratégias de representação próprias de outras artes, tendo como objecto a poesia anglo-americana, e o seu impacto num poema maior da língua portuguesa, Jorge de Sena, e os seus antecedentes clássicos.....



As edições Cosmos,dão à estampa o número 56 da Colecção " Cosmos Literatura " com o título Ekphrasis - O poeta no atelier do artista
À venda em todas as livrarias ou em edicoescosmos@iol.pt

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2008

PROTOCOLO


A APEAA - Associação Portuguesa de Estudos Anglo-Americanos e as Edições Cosmos fizeram um protocolo que permite aos seus associados (as) adquirir livros desta editora, com 20% de desconto, na sua Livraria online edicoescosmos@iol.pt

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2008

Na Alma do Ribatejo

Na Alma do Ribatejo é o livro de apontamentos de uma viagem surpreedente numa região arrebatadora.Siga os trilhos de insólita bravura, sedução e engenho que dois repórtes descortinaram na intimidade ribatejana.
Fotografias deslumbrantes a ziguezaguiar pelas margens de rios numa descoberta da natureza imponent, com histórias e tradições marcantes, de lugares e gentes nos desafios de cansar e descansar corpos e espíritos.
De autoria de Joseph Marando e de Isabel Freire é um livro com a chancela de uma parceria importante entre o Casario Ribatejano - Associação do Turismo no Espaço Rural e as Edições Cosmos


terça-feira, 5 de fevereiro de 2008

O Tratado de Lisboa

Convite
Lançamento a 23 de Fevereiro
às 18 horas
Fnac-Colombo

Este livro contém as versões consolidadas do Tratado da União Europeia e do Tratado que institui a Comunidade Europeia ( agora "Tratado sobre o funcionamento da União Europeia"), com as alterações dadas pelo Tratado de Lisboa, assinado a 13 de Dezembro de 2007.
Aqui se incluem também os protocolos e declarações anexas aos Tratados e ainda a Carta dos Direitos fundamentais, também anexa e ganhando o mesmo valor jurídico dos Tratados.
O texto que se apresenta corresponde a um trabalho de consolidação feito pelas autoras.
Uma obra importante para a plena cidadania.
Pedidos para edicoescosmos@iol.pt e encomendas@sodilivros.pt

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2008

Bioética



A 12 de Fevereiro de 2008 pelas 15,30 horas o nosso autor, Artur Ramon de La Féria, apresentará o seu livro Bioética - Reflexões a propósito, na Comissão Parlamentar de Saúde, da Assembleia da República. Um livro que nos mostra a importância da discussão da saúde, da ética e do direito de cidadania, que teima em se manter tabú em Portugal.

terça-feira, 22 de janeiro de 2008

European Ichthyological Society Société Européenne d'Ichthyologie

European Ichthyological Society
Webpage: http://artedi.nrm.se/eis/
The European Ichthyological Society (EIS) is an international non-governmental organisation of scientists interested in ichthyology, aiming to promote original.
FISHES OF GUADIANA - WHAT FUTURE ?
GUIDE OF SPECIES LIVING IN PORTUGUESE (in Portuguese)
M.J. COLLARES-PEREIRA, A.F. FILIPE & L. MOREIRA DA COSTA
Edições COSMOS , 300 pp. with illustrations
ISBN: 978-972-762-290-0 (Price: 25€)
Apartado 82, 2140-909 Chamusca, Portugal; Phone: #351 243 559 280; Fax: #351 243 559 289; e-mail: edicoescosmos@iol.pt
For more information, please contact M.J. Collares-Pereira (e-mail: mjpereira@fc.ul.pt)

quinta-feira, 10 de janeiro de 2008

Mulher desaparecida a sul

O Escritor Modesto Navarro, apresenta-nos um excelente romance, onde a intriga dos tempos modernos nos transporta para uma lucidez incómoda e para um silêncio que cala as injustiças "tens o rosto branco, mas a pele diferente". É por certo um livro que nos indica, que lá longe, muito longe, há sempre um lugar de esperança e crer, onde se pode perceber o essencial e onde acaba o desespero e há beleza num gesto mesmo antes de o ser. Em Mulher desaparecida a Sul, a leitura flui ávida e corre a preencher o nosso imaginário, dando a impressão que aqueles trilhos, já foram pisados por nós. As Edições Cosmos dão as boas vindas a este seu novo autor.


Em breve nas livrarias

domingo, 6 de janeiro de 2008

Livro " 20 Anos de Integração Europeia "

O Testemunho Português, José Medeiros Ferreira, Ernâni Lopes, Vítor Martins, Nuno Vitorino, José Paulouro das Neves, Jorge Braga de Macedo, Pedro Bacelar de Vasconcelos, Francisco Seixas da Costa, Teresa Moura, Guilherme de Oliveira Martins, António Vitorino, Fernando Neves e a Coordenação de Nicolau Andresen Leitão.
____________________________________________
- As negociações - As negociações de adesão
- Os primeiros anos - Os fundos Europeus
- Maastricht - o tratado - A Mudança do regime cambial
- Acarta dos direitos Humanos - Os tratados Amesterdão e Nice
- Os alargamentos - O tratado Constitucional
- O testemunho Português - O futuro

JÁ nas livrarias, pedidos para edicoescosmos@ol.pt ou encomendas@sodilivros.pt

quinta-feira, 20 de dezembro de 2007

A Idade da Sageza em Rioseco

Em todas as livrarias - Pedidos para edicoescosmos@iol.pt ou encomendas@sodilivros.pt

sábado, 15 de dezembro de 2007

As drogas como alvo

Já nas livrarias de todo o país - Pedidos para edicoescosmos@iol.pt ou encomendas@sodilivros.pt

sexta-feira, 7 de dezembro de 2007

A Sagração da Primavera - Casa do Ribatejo



A propósito da apresentação do livro A Sagração da Primavera, de Aurélio Lopes, convidei o escritor Domingos Lobo, para fazer o elogio do mesmo, uma vez que é um grande conhecedor da obra do autor.


Mas para espanto da vasta plateia, ouvimos este excelente texto;


Pediu-me o Garrido que viesse hoje aqui perorar sobre o teu livro " A Sagração da Primavera". O certo é que não me apetece: estou em dia não, em crise de identidade, aziago à brava e não me apetece falar de primaveras quando o cinza invade tudo, semáforos, jardins, ruelas de fado vadio e penadas almas. O frio cacimbeiro deste Dezembro, entra pelas frechas do bestunto e o coitado, assim exposto às intempéries, às maleitas do solstício de Inverno, põe-se com rebeldias, vai-se ao tapete e nega-se à reflexão. Estou hoje como aquela personagem de uma peça do Tchekov a quem pediram para falar dos malefícios do tabaco e se pôs a falar da vidinha minguada e desinteressante, carregada de angústias existenciais sem o Sartre ainda saber da poda e ir lá pedir-lhe direitos de autor: nem o Pessoa, que andava por essas margens, mas se acomodava a beber aguardente e a construir duplos de si mesmo. E, depois, em Lisboa, minha pátria das memórias infantes a esboroar-se no desencanto de uma dívida grossa, não me apetece tecer loas ao Povo, aos seus ancestrais hábitos e costumes Estou como a Rainha do Círculo de Giz Caucasiano, do Brecht, que gostava muito do Povo "mas o cheiro"...


Os teus livros, Aurélio sobressaltam-nos, falam-nos das pedras, de bosta nos lagedos, casas de xisto e adobe, de bois mansos, de crenças e mezinhas, dos ciclos de fertilidade, de sementeiras e colheitas: estou noutra, meu.


Os espanhóis, os holandeses e franceses que mourejem para nos encher as bancas dos supermercados, o resto são desvarios de antropólogos e nisso, por deformação profissional, não meto prego nem estopa. Quero-me manso, com ressaca suave que seja sequer a do Vasco Pulido Valente ao meio-dia, e para histórias de avoengos temos o Sousa Tavares que produz tijolos literários à velocidade do som e dá, ao que consta, de comer a muitos famintos portugueses desempregados e na penúria. Deixa-te de tretas Aurélio, essa das Maias não pega, a única Maya fértil que conheço é a cartomante e serve-nos o ego à mesa com destino, dores de cotovelo, sorte ao jogo e aos amores ilícitos, e chave certa no euromilhões e vem na "Pública" aos domingos de recato e madorra; é quanto basta para se ser feliz.


Para o meu lado revolucionário e épico guardo as imagens do Maio/68; Paris a arder, o Povo aos gritos libertários com os poemas de Mao a tiracolo ( não existem revoluções felizes, como sabes) e palavras de ordem descabeladas e urgentes escritas nas paredes da Sorbonne. E lembro outros Maios, estes primeiros, vividos no Rossio fugindo ao trote das bestas da GNR, bestas tout court, é evidente. Está no currículo e serve para exibir nestas enrascadas.


Agora, falar das tuas Maias, é que não: terreno em que não me atrevo, sou doutro departamento: das claridades solares do Eugénio de Andrade, do estilo levado ao ínfimo do prodígio da língua do Herberto - deixo-te as cantigas de roda, os cantos e as danças que enchem os ciclos da vida, todos o sabemos, origens nossas é evidente, saberes e lúdico misturados, devoções e poderes com espírito santo a velar por nós pecadores e eu, como o Mário do Campo Grande, agnóstico e republicano, a ler-te os calhamaços, bodo aos pobres, festas em louvor de crenças avoengas e tolhedoras da modernidade tecnocrática e consumista, diria o nosso primeiro se a tanto se atrevesse na liça tecnológica que nos vai desgastando o corpito e, pior, a dissoluta alma que penada anda. Nem com os teus caretos, face ao caos que antevemos, lá vamos, caro Aurélio. Nem com trinta dotes, confinados a morgado, por muito célere que seja, do Casal do Ventoso. O Casal Ventoso que sabemos e nos dói à brava, traz o cavalo espetado na veia até ao estrebucho e já não vai lá com modinhas de roda. Estamos, neste istmo miserável da Europa, como os teus "judas": suspensos de cordas bambaleantes e moídos de dívidas e de défice.


Para antropologias bastam-me os romances do Aquilino. Não vou por aí, meu caro, como escrevia o Régio. Nessa teia não me envolvo, é chão demais para inseguros pés. Imagino-te, a penantes, gravador a tiracolo, máquina fotográfica e livralhada congénere a calcorrear montes e vales, a ouvir velhas desdentadas cantando em agudo eslavo cantigas de crenças e de trabalho, que paciência de Job, meu caro, ou de Chinês que está mais à mão e é mais em conta, armado em Giacometti, mas com estilo, convenhamos, no Covão do Coelho, na aldeia da Glória, nas fraldas esquecidas de Trás-os-Montes, a broa e jeropiga, a perderes-te em solstícios e brumas, chás pró quebranto e mau-olhado, padre Fontes telúrico entre bruxas e lobisomens. Não dá com o nosso tempo, meu caro: somos da Baixa-Chiado, de torradinhas na Bénard, café na Brasileira, má-língua na Versailles, compras nas mercearias do engenheiro Belmiro e para as folgas do intelecto, temos as Fnac que nos cheiram a Sena e a Champ's Elisée. Os teus livros têm demasiado povo dentro, demasiado mundo nosso que queremos esquecer, como Pessoa também queria. Mas tu não deixas, teimas em invadir o nosso espaço com os ritos ancestrais da subversão, com a tradição portuguesa, coisa em desuso como sabemos: a ASAE anda aí a fechar-nos a tradição por todas as esquinas, para que a nossa tripa não rebente de sebo, dobrada com feijão branco em tascas manhosas, gravanços com bacalhau, repolhuda com mão de vaca e ginginha com elas. Enterramos o Entrudo: sem lágrimas e sem revolta. Falta-nos o O'Neill para pôr isto a jeito e enterrado nos sábados do nosso descontentamento e do nosso caos colectivo e nem uma gaivota cega voa nos deserdados e esquecidos céus de Lisboa. Qual Primavera, meu velho, qual Sagração. Aúnica que sabemos é a do Stravinsky, sentadinhos nas poltronas da Gulbenkian, ou no CCB, com o olhar vagamente enfastiado, tossindo à brava para disfarçar o desconforto, à procura de perceber aquilo, aquelas dissonâncias que levaram os broncos parisienses, em 1933, à pateada furiosa e agora nos amansam de reverência e prostação conformada, e as danças a que vamos são as da Pina Bausch, embora não percebamos patavina da simbologia implícita na desordem dos movimentos: mais fácil ao nosso olhar vadio, porque nos rói no sangue, as danças do teu Rancho de Covão do Coelho, com seus pressupostos identitários, com o cântico da terra à ilharga.


Às tuas metáforas do simbólico, do sagrado e do lúdico, contraponho a imaginação ultramontana de outros rios e gentes e queria ver-te, fatinho de caqui colonial, em busca de solstícios em "terra onde não há Primavera nem Outono, é tudo um sol em brasa", como escreveu Carlos Tê, entrando em musseques, nas casas de zinco do bairro Samba, a falar quimbundo com as pretas, quimbundo aprendido nos livros de Luandino Vieira que só ele e o Zeferino Coelho entendem, e a quitandeira da esquina, ou o pretoguês do Mia Couto, e extraíres da rezinga crioula cantigas de louvor e fertilidade.


Do teu mundo, dessa magia que anda à solta em milhares de páginas dos teus livros, sei apenas dos meus tempos de férias nas beiras do botas, ali ao rés do Dão, região demarcada de ditadores pacóvios, vinho e pão de milho: regressava de lá com a boca carregada de esses beatos e os putos da Escola do Arco do Cego rebolavam-se de gozo. Sei das minhas passeatas pela Serra de Arada, entre aldeias abandonadas, uma das quais com ressonâncias bárbaras Drave, os homens tinham fugido a salto para França e só as mulheres loucas restavam no meio do casario de xisto e sombras. Por lá ainda existem resquícios de altares pagãos, rusticidades urdidas no xisto e inscrições em lápides dos mortos eternos: " Que eu veja uma nova Terra e um novo Céu". Do fundo do vale ouviam-se gritos de mulheres doidas misturados com o tinir dos chocalhos. Não eram gritos de aflição nem de chamamento, apenas gritos "Uuuuuuuh!Uuuuuuu!. De repente, vinda do nada, uma mulher sozinha, que devia ter mais de 60 anos. Pensei, assustado, que fosse ela que gritava, mas não era. Perguntei-lhe que gritos eram aqueles e ela respondeu-me com a maior das naturalidades:"É uma pastora, está a gritar para manter os lobos afastados do seu rebanho". Agora, neste áís, por muito que gritemos, os lobos não nos largam: ferram-nos o dente até ao tutano - é a vida, como dizia o da Opus Dei.


Mundos nossos, Aurélio, que tu abarcas como poucos para tentares manter viva esta ideia perene de que um povo se constrói a partir do seu mais fundo chão. Mas nós, nesta urgência suicida de escreviver, vamos à vidinha e, desapossados das ferramentas essenciais, tropeçamos na montra da nossa ignorância e vamos definhando sem honra nem glória.


A Snu Abecassis dizia, ou alguém por ela, que nós só sairíamos do retábulo do nosso século XVI, quando a Europa nos entrasse casa dentro. A Snu vinha da Europa loira e liofilizada, onde não se cospe no chão nem os homens apertam, de cinco em cinco minutos, as partes, receosos de que a virilidade se ausente para outras paragens, onde não há cantos de trabalho, nem procissões, nem bodo aos pobres, nem crenças no Espírito Santo e na Redenção. Pois é, a Europa está aí já, em força, e nós continuamos calaceiros, medrosos do futuro e Chico-espertos. Não saímos do retábulo fadista, desgraçado e nevoento do nosso século XVI. E a culpa é tua que teimas em atirar-nos à cara com a carga ancestral e luminosa das nossas raízes e nós, canhestros, não sabemos pegar nessa bagagem cultural única e intransmissível, para nos afirmarmos como Povo singular, engenhoso, orgulhoso e nobre. Tardamos, meu amigo. Tardamos.


É verdade, não se esqueçam que o tabaco mata.


Foto Jornal O MIRANTE

quinta-feira, 6 de dezembro de 2007

Por Amor a Luís XIV

Novo livro da Zaina Editores

Biblioteca Cosmos

A Biblioteca Cosmos, é sem dúvida, um conjunto de obras, que marcará para sempre o panorama da literatura em Portugal. A mostrá-lo está o constante interesse que vem sido mantido ao longo dos tempos.

segunda-feira, 3 de dezembro de 2007

convite Casa do Ribatejo


clic para ampliar

Lançamento na Fnac-Colombo

clic para ampliar

domingo, 2 de dezembro de 2007

sexta-feira, 30 de novembro de 2007

Carta Arqueológica do Cabo Espichel

Os estudos de arqueologia são, actualmente, um meio muito importante para o conhecimento da cultura e da história de uma dada região. Torna-se portanto necessária uma maior cooperação entre o poder local e as instituições de pesquisa arqueológica, de forma a melhor valorizar e proteger o património local e mobilizar as populações para esta questão.....

sábado, 24 de novembro de 2007

Apresentação na Casa do Ribatejo

As Edições Cosmos, têm o prazer de convidar V. Exa. para a apresentação de 3 livros, quinta-feira, 6 de Dezembro, na Casa do Ribatejo, em Lisboa às 19,30 horas

A Sagração da Primavera - Terra, ovo da vida, fecundada pela chuva, germinada pelo sol que sobre ela derrama os seus benfazejos e fertilizantes raios.
Mãe de todas as criaturas que sobre si se movimentam e alimentam. Desde o começo uma fonte inesgotável de existências, que se revelam em ciclos sucessivos e intermináveis.
- Autor Aurélio Lopes
A apresentação será feita pelo escritor Dr.Domingos Lobo e pelo Dr. Adriano Botas Castanho.

Isabel Pulquério, é uma poetisa de delicada sensibilidade e cultura.Elegicamente ligada à natureza, com um impressionante caudal de metáforas, que de livro em livro se vai renovando, atingindo neste seu Horas do Tempo um domínio raro de prosódia e de ritmo.

Autora: Isabel Pulquério
Ilustrações: Malangatana - Prefácio: Alice Vieira
Os dois livros de Isabel Pulquério serão apresentados pelo Prof. Doutor Fernando Pinto do Amaral e terá a leitura de poemas pela declamadora Andreia Pinheiro

quinta-feira, 22 de novembro de 2007

Lançamento do livro Ler Sophia de Mello Brayner

clicar para ampliar